Zweig estava em férias na Bélgica quando a inesperada 1ª Guerra Mundial começou. A ingenuidade acabava ali, e pelos 28 anos seguintes até sua morte foram essa guerra, a hiperinflação alemã, a ascensão do Nazismo, a 2ª GM... Ele não viu o fim do que descreveu como a "grande noite". 100 anos depois Thomas Friedman pede (aqui) para não sermos ingênuos: hoje o risco do pior cenário existe. Em 1914 um mero conflito Áustria - Sérvia não poderia ir longe, mas foi, muito mais longe... Ok, sei, um botão pode acabar com o mundo. E aí? O que fazer com essa consciência? Bem, eu vou levá-la a se distrair em um longo passeio. E com livros, para expandi-la. Além do austríaco levo o ucraniano Gógol, cujo A Terrível Vingança lerei pela 3ª vez. (Livro que a gente ama a gente lê 3 vezes) Levo Hilda, passarei na terra dela, vou checar a Vila Hilst que está no mapa. E levo Borges, eu disse que esse seria o ano de ler Borges, e há de ser. No caminho muitos sebos agendados... O que não a Rússia, mas Putin, está fazendo, é asqueroso, inominável. Oxalá a viagem não seja interrompida (como o Verão de Zweig) por notícias (mais) tristes.
terça-feira, 22 de março de 2022
terça-feira, 1 de março de 2022
SHOW DE BOLA! (109)
Uma vez não basta para visitar a mostra Amazônia, com mais de 200 fotos de Sebastião Salgado. Uma produção grandiosa como merece esse bioma que é um mundo. Fica a dica: dedique uma visita para ver as paisagens, em enormes fotos que revelam panoramas e vistas inéditas. Como a mostra (aqui) fica por mais quatro meses (até 03/07) e é gratuita, reserve um outro dia apenas para curtir com vagar as impressionantes fotos de algumas tribos indígenas e suas populações. Para mim essa é a parte principal. A riqueza das imagens, as informações nos textos e nas legendas, dão uma real "mostra" da diversidade ainda existente, sobrevivente, dos índios na gigantesca Amazônia. Talvez você nunca vá à Amazônia, eu não sei se um dia irei, mas essa mostra está aqui ao lado no Sesc Pompéia e é imperdível.
| Uma das alas da mostra no Sesc Pompéia. |
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
LENDO.ORG (52)
Rússia, Ucrânia... Fui a um sebo hoje e falavam lá em guerra... Lamentável que ainda se pense em fazer guerras: deveriam estar vivas as lembranças de duas guerras mundiais, causadoras de milhões de mortos e feridos. Triste humanidade sem memória. Assim foi que há exatos 80 anos, em 23/02/1942, o escritor Stephan Zweig e esposa Lotte se suicidaram em Petrópolis. Causa mortis: sim, suicídio. Razão para isso: a incapacidade de ver psicopatas arregimentando exércitos pra dominar o mundo, e as dores de uma guerra que se arrastava há 3 anos. Já li duas vezes O Mundo que eu vi, onde Zweig, com muita classe, descreve o final do século 19, após algumas décadas de paz. Viena e Paris brilhavam artes e luzes, sem que ninguém antevisse o germinar da 1ª Guerra Mundial, fruto da incapacidade da diplomacia para resolver questões entre países. Semelhante ao que acontece agora? Entre aquele então, e hoje, houve a 2ª Guerra Mundial, que Zweig - profundo humanista (aqui) - não suportou assistir daqui do Brasil, exilado, não de camarote, porque em qualquer lugar que estivesse o sofrimento seria atroz e o mesmo: ver irmãos se matando sob ordem de líderes psicopatas - o oposto de humanistas. A história se repete. A desgraça a um passo, com psicopatas no poder.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
SAUDADES... (46)
Há anos repasso na agenda essa frase dele: Bom mesmo é problema na cabeça, sorriso no rosto e paz no coração. Incrível, ontem mesmo, navegando pela biblioteca no modo "dispensar", peguei o livro do Arnaldo Jabor, hesitei, cambaleei, e pus de volta na prateleira: como não ter um Jabor nessa biblioteca-reta-final-da-vida? Cara inteligente pra caramba, charmoso pra cacete, viveu na juventude a fase mais dourada que esse Brasil conheceu, o final dos anos 50, e no Rio!, cidade então mais maravilhosa impossível! Conviveu com belas mulheres (em Eu te Amo viu nuas de perto Sonia Braga e Vera Fischer, quer mais?), casou três vezes (epa!, casar a 3ª vez é burrice, deixa pra lá), opinava em pleno Jornal Nacional (sucesso garantido com sua "vocação para teatralizar seus pontos de vista", diria Ruy Castro), foi cronista de grandes jornais... Taí um cara invejável, pensava eu às vezes... Um cara que (verbete na enciclopédia ipanemense, portanto bom nadador), tenho pra mim, aos 81, não conseguiu superar a rebentação dos dois tsunamis que devastaram a sua (nossa) sensibilidade nos últimos anos. Quem o conheceu sabe: morreu engasgado com a situação do país. Seus filmes e livros não deixarão ter saudades, mas desde já deixa...
| Arnaldo Jabor (1941 - 2022) |
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
LENDO.ORG (51)
Postagem cedinho, pra você poder ir a uma banca de jornal (ainda existe!) e comprar o Estadão. Hoje, há 100 anos, 11/02/1922, abria a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal (*), e o Estadão traz um gostoso caderno de 8 páginas sobre o evento que marcou a cultura brasileira. O grande Ruy Castro contesta, bairrista como todos somos, dizendo que no Rio muito coisa "revolucionária" já acontecia, e que o ibope da Semana de 22 é muito devido ao trabalho dos acadêmicos da USP, por décadas incensando o evento e seus eventuais. Bom, o caderno comemorativo traz até matéria falando disso, dos precursores dos Andrades, das Anitas e Tarsilas, dos Brecherets e Villa-Lobos... Traz indicação de livros, passa um pano geral. Faz tempo que não suja os dedos com jornal impresso? Vai lá! (*) O primeiro recital foi dia 13, mas dia 11 inaugurou a exposição de artes plásticas.
| Caderno especial no Estadão de 11/02. |
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
LANCES URBANOS (75)
Contatado pela produtora do Jornal da Record, de estalo passei 4 pontos de interesse no largo do Arouche: O Gato que Ri e o La Casserole, restaurantes há 70 anos no local, a sede da Academia Paulista de Letras e o maravilhoso chichá, árvore centenária que é até verbete do wikipedia (aqui). Depois puxei da estante Paulo Cursino (São Paulo de Outrora) e Roberto Pompeu de Toledo (A Capital da Solidão) pra lembrar sobre o marechal Arouche Rendon, maior político paulistano na virada do séc. 18 para o 19, que em sua chácara em que plantava 40 mil pés de chá abriu um clarão para os militares treinarem artilharia, que viria a ser depois o Largo do Arouche e o resto é história. Aí fui pra entrevista no largo mesmo. Cheguei uma hora antes e rodei pelo pedaço. A entrevista começou, gravei meia hora e no programa apareci 10 segundos (coisa de jornalismo diário). No jornal falei espremido entre estatísticas de crimes e cenas de trombadinhas e medo no centro (coisa de Record rsrs). Enfim, veja a matéria aqui, que abriu o jornal. Confesso que voltei pra casa otimista. O Arouche é o extremo do Centro Novo, ainda consegue exalar, pra quem tiver nariz pra buscar, aromas dos "bons tempos": os prédios classudos, as atrações citadas e outras (as floriculturas, os vários brechós com coisinhas muito curiosas - comprei uma caixa da série Ally McBeal por 5 reais! - etc). O que falta lá, como no centro todo? Falta o povo voltar. Os desabrigados e nóias se destacam no vazio. E como o povo vai voltar? Primeiro, tem que passar a pandemia, a economia se recuperar, e os milhares de m2 de escritórios fechados voltarem a ser ocupados. Mas não basta. O povo não vai voltar antes da sociedade civil se unir a empresas e entidades da região, e articularem junto - eu disse juntos - um projeto planejado, realístico, de intervenção no centro, forçando o paquidérmico poder público a se mexer e participar, tornando aos poucos o centro de novo (e velho) convidativo. Tá tudo lá. Acho que dá.
| Morro de amores por esse chichá no largo do Arouche. |
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
LENDO.ORG (50)
Tem contas que não fecham. Gastei R$ 6 mil em livros em 2021, e li apenas 22 títulos. Resumindo: tive tempo pra comprar, mas não pra ler, livros. Não há de ser nada, 2022 promete mais tempo para esse que é um dos meus três prazeres sublimes na vida. É, listo e dou notas para os livros lidos. Por coincidência 11 ficção, 11 não-ficção. O romance do ano foi Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse. Esse alemão/suíço é meu escritor predileto há anos. Sabe aquilo? Profundidade psicológica, riqueza espiritual, fôlego narrativo, boas pitadas de erotismo... Humanista puro, Hesse me puxa lágrimas com frequência. E em não-ficção, Banzeiro Òkòtó, de Eliane Brum. Li três livros dessa jornalista gaúcha/paulistana/altamirense neste ano. Gamei no sua prosa rica em recursos de linguagem, mas sobretudo forte, muito forte, na investigação da realidade. E a realidade da detonação da Amazônia precisava de um texto assim. Escrevi no Face que o texto da Brum é uma paulada, alguém disse que é uma alavanca... E é isso mesmo.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
LENDO.ORG (49)
Me ocorre que livros ainda são um bom presente pra dar. Pelo menos eu gosto de receber rsrs. Confesso, bem pode ser um vale-livro, que é como ganhar de presente dinheiro: o vale se transforma em qualquer livro. Digo "ainda", porque considero que tradições ficam velhas e podem (ou devem) ser superadas. Só que mude você suas tradições, não me venha mudar as minhas! rsrs. Cada um tem a sua tradição imutável, e a minha são os livros, que durem para sempre! E nessas fui a duas livrarias, uma intencionalmente, a Livraria da Tarde, em Pinheiros. Livraria de bairro (aqui), a filial que é matriz, só ela, charmosa, aconchegante, pega-se o livro como em um culto... E ontem, em um shopping, dei com a Livraria Leitura, hoje a maior rede do Brasil (aqui), 83 lojas, livros empilhados como laranjas ou peixes no Mercadão... Dois conceitos bem diferentes de fazer a mesma coisa: aproximar o livro físico - objeto que melhor expressa nossa humanidade - ao leitor. As duas estavam com bom movimento, nem tudo está perdido. Considere dar um livro de presente no Natal. BOAS FESTAS e um 2022 muito feliz pra você!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
LANCES URBANOS (74)
Aproveitando o solstício, que é amanhã, registrei essa cena agora há pouco, 19h. O farol demorou pra abrir, deu tempo de sacar (não o celular) a máquina da cartucheira e clicar. Quem adivinha que torre é essa? Confesso que precisei buscar o nome (não no google) no velho guia Abril 2007 da cidade. Igreja do Calvário. Rua Cardeal Arcoverde, Pinheiros. Vai ver que é porque nunca entrei, nunca gravei o nome dessa igreja. Mas gostei da foto.
domingo, 12 de dezembro de 2021
LIXA GROSSA & CIA LTDA (58)
domingo, 28 de novembro de 2021
LENDO.ORG (48)
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
LANCES URBANOS (73)
O Parque Augusta já está pequeno para a demanda reprimida de alegria e civilidade. Que ser urbano não quer parques? Que ser urbano não quer praças dignas, calçadões decentes, enfim, espaços para vivenciar relacionamentos, frequentar o comércio e os serviços oferecidos, gerando emprego e renda? Me refiro ao centro da cidade. Acontece que os cidadãos paulistanos estão encolhidos, embotados na vã esperança de que o poder público faça alguma coisa. ESQUECE! O poder público vive exclusivamente para si e para sua sobrevivência. Só se for pressionado, se for muito provocado, pode sair da sua paquidermice e começar a fazer coisas. Tipo: vê se acorda! Como foi com o Parque Augusta. De novo: me refiro ao centro da cidade. Região com muitos atores fortes. A Bolsa de Valores é no centro. A OAB, o Tribunal de Justiça, o Metrô, a Caixa, USP, Unesp, empresas, entidades, pessoas interessadas... Tem que unir esse povo e começar! A praça da Sé tem o Marco Zero. Na verdade o que a praça da Sé tem hoje é o marco da nossa profunda incompetência. A praça da Sé não é uma praça, é uma hecatombe social. Cidadãos, precisamos começar a nos mexer!
| Essa praia é pequena. Tem que crescer! |
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
LANCES URBANOS (72)
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
LANCES URBANOS (71)
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
SHOW DE BOLA! (108)
Meu pai, que hoje faz 89, quando comprava jornal, era a Folha da Tarde. Porque esse, não sei. Com a escolaridade que tinha (semi-alfabetizado) poderia “ler” o Notícias Populares e eu entenderia muito bem. O fato é que, com pequenas interrupções, assino jornal desde os 18. Completou 40 anos, e nesse tempo de convivência com o diário impresso (raramente a Folha, quase sempre o Estadão), acho que não peguei mudança mais drástica do que essa que O Estado acaba de fazer: reduziu o tamanho do caderno. Lembro nos anos 1990, quando o mesmo revolucionou na qualidade das fotos coloridas, e foi um impacto ver aquelas fotos lindas no papel jornal. Essa agora talvez supere. O tamanho do jornal diminui, ficou mais elegante. É, chegava a ser constrangedor abrir o jornal em um barzinho ou café, todo mundo olhando no celular ou no tablet, e eu pré-histórico com aquele jornalzão difícil de dobrar, quase um papelão. Agora não, mais pocket, apresentável. Na Europa são desse tamanho, “berliner”, chique. Ainda estou acostumando a vista com o novo formato, afinal ela se acostumou com aquela navegação de olhos pelas colunas, pela páginas, sempre de trás pra frente (isso permanece). As mudanças editoriais foram bem pensadas. O conteúdo enxugou um pouquinho, mas as matérias se valorizaram, muitas ganhando página exclusiva. O meu querido Quiroga ficou (se tivesse saído eu cancelava a assinatura na hora), já vi que ficaram Nogueira, Bucci, Cantanhêde e outros que gosto. Bem, o jornal diminuiu, e se diminuir mais, desaparece, como alguns cogitam. Não creio. Talvez esse novo formato até ressuscite leitores para o jornal impresso, sou suspeito de dizer, um prazer difícil de perder...
| Comparando o novo formato do Estadão impresso. |
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
LENDO.ORG (47)
Inflação não tem mistério:
quem tem poder aumenta preço. Quem não
tem – leia-se, o consumidor – paga. E
como as coisas que mais precisamos são as que todos precisam, a procura é
enorme, então, repito, não tem segredo:
dá-lhe inflação. O engraçado é
que quase não se ouve mais falar em “pechinchar”, pedir descontos... Compramos comodities – leite, gasolina, pãozinho,
arroz, feijão, eu ia dizer carne mas isso está mais pra extravagância... Eu pelo menos não mando no preço de nada... a
não ser no preço de livro nos sebos. Quero
ser amigo de todos os donos de sebos, bato papo, mas na hora de arrematar a
compra: amigos, amigos, negócios à
parte. Foi fazer careta quando o sebista
falou o preço das memórias do István Jancsó, que o preço despencou na hora! Ele é um comerciante experiente, sabe que
comprador de livro usado assim presencial como eu não é toda hora que aparece, e
que eu não ía levar por aquele preço... Me
olhou o João Batista (há 30 anos no ramo, foi vendedor do Brandão), afagou os quatro
volumes e mandou: leva tudo por 100! Só o livro do historiador era mais que isso...
Deu
peninha mas... amigos, amigos, negócios...
| E agora biblioteca, quais livros saem pra entrar esses? |
domingo, 10 de outubro de 2021
LENDO.ORG (46)
Tenho ido muito a sebos, mas a Livraria da Tarde é um caso à parte. Taí uma livraria agradável, bem servida de títulos (aqui), com atendimento afetuoso, e a dona, a Mônica, mineira de Juiz de Fora, um encanto... Livraria tão aconchegante que a gente fica sem jeito de pedir desconto... Navegava eu na seção de literatura estrangeira, quando Adriana, da mesa de lançamentos, pergunta: “Conhece esse livro do Boris Fausto?” Como assim, o Boris tem livro novo? Folheio nos créditos, é de 2021... Que coisa, o Boris não me avisou! Logo a mim, que lhe disse que conheço mais a vida dele do que ele mesmo, afinal já li seus outros três livros de memórias... duas vezes cada! Vai ver que ainda não teve lançamento, engoli em seco... Fiquei procurando a palavra certa pra definir o sentimento... A gente é tão melindroso né? Me vingo pensando: “ele me deu ouvidos quando disse lhe que devia escrever mais um livro de memórias, tão prazerosos são de ler"... A gente é tão pretensioso né? Mas deixei pra lá, comprando: quer saber, vou ao lançamento e levo pra ele autografar... O outro é uma coletânea de contos do Hesse, meu mais-querido nos últimos anos. A questão agora é: quais dois saem da biblioteca??
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
LENDO.ORG (45)
Dispensei mais de 100 livros, retirados a fórceps da biblioteca, para que os novos pudessem entrar. Pensei que ia tomar vergonha e aquietar consumo, mas que nada! Foi entrar no sebo Machado de Assis, no centro, pra sair com esses: Junto ao Rio Tâmisa, relato do hoje imperador do Japão, então príncipe Naruhito, sobre seus dois anos de estudo em Oxford. Vou ler invejando esse "sabático", que eu topava nem que fosse na Unesp de Assis, que tem um curso de literatura reconhecido... Mulheres de Cabul. Harriet Logan fotografou-as oprimidas durante o taliban e depois, (quase) libertas, quando o regime caiu. Agora o regime voltou, lamentável. E A Vontade de Viver, de Wilhem Stekel, discípulo de Freud, parece que mais espiritualizado. Não sei. Não lerei nenhum agora. Vão pra estante. E quais saem??
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
LANCES URBANOS (70)
A astrazeneca sumiu com alarde, voltou sem avisar, descobri e fui tomar a 2ª dose na Vila Nova Conceição. Ao sair do posto ouço um carrilhão repicar e o começo das surpreendentes badaladas. Nove batidas, cravando 9 da manhã. Fui procurar a origem e na rua ao lado (João Lourenço) dei com a paróquia São Dimas (o bom ladrão, crucificado ao lado de Cristo). Sino não vi, parece que tinha um megafone no alto do prédio, mas não importa, me vi morando num daqueles apartamentos colossais da V. N. Conceição, com um enorme cômodo só pra instalar a biblioteca, poltrona confortável, de lá escutando esse anacrônico toque das horas ... Desperta homem! Ao menos um bom motivo para postar no Brittadeira após longo jejum, porque a correria está insana...




