Duas coisas boas na vida: gerar emprego e não dar trabalho. O sábio disse: cada um é cada um. Eu, podendo escolher, prefiro não dar trabalho... Percebi isso outro dia, de repente o foco se ajustou e vi cristalino, e me senti bem, feliz mesmo. Um estado de descoberta e de paz... Uma epifania. Não quero dar trabalho. A minha cara! Por que demorei tanto pra descobrir essa simplicidade que me define? E você? Já descobriu a sua simples autodefinição? Uma hora vai acontecer e você vai gostar. Torço por isso. Mas voltando, o problema de gerar emprego, que é muito bom, é que deixa uma pegada grande no mundo, e o mundo já anda muito pisado. Gerar emprego é consumir recursos. Não dar trabalho é poupar. Mas, e quando dão trabalho pra você? Aí complica... Como avaliar? Como agir? (E dá-lhe terapia.) Porque nunca queremos com a gente o que não fazemos com o outro, não é assim? Não dou trabalho, não me venham dar trabalho! Mas não é bem assim. Não é assim mesmo! Vamos pela vida e até os 45 tudo se disfarça na energia infinita da juventude, “manda que topo todas!”. Depois dos 45 não, e é melhor você descobrir rapidinho qual é a sua. Só que esse rapidinho pode levar muito tempo... Enquanto isso, é ir acionando o modo “econômico”, que é o Filtrismo (aqui) simplificado. Olha a Copa. Fui economizando ver futebol o primeiro semestre inteiro, pra acompanhar a MEXEU_ACAN 2026. Mesmo assim não caio no conto do Áustria x Jordânia, do Haiti x Escócia, do Nova Zelândia x Egito (quequeéisso?!)... Serão 104 jogos x 90 minutos = 9360 minutos = 6,5 dias ininterruptos de bola rolando... Péra! Calma... Melhor selecionar o filé. Põe a bola no chão e observa o horizonte. Fã de Copa, elegi 13 dos 72 jogos da primeira fase pra ver. Mais não dá: tenho pratos pra lavar, planilhas pra checar, e os livros, preciso ao menos (diariamente) lambê-los...
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| Áustria x Jordânia... não dá! (foto: estadao.com.br/ Jeff Chiu/ AP Photo) |



















