Nem haikai (não sou Leminski) nem haiku, mas escrevi outro dia: Leitura:/ consistente contraponto/ ao tédio. Meio fraco, sei, mas é que encontrei plenitude em poemas de uma poeta gaúcha, cujo livro comprei por acaso (existe?) na linda livraria Miragem (aqui). E você? Encontra plenitude em um ato? Em um hobbie? No cozinhar? No pescar? No amor? Eu sou pleno lendo. E mais ainda, relendo. Devo isso a mamãe e ao Cosmo. Conhece o Cosmo? Ia perguntar se conhece o Q., mas vão dizer que sou bitolado no mestre... O fato é que gosto (e recomendo) ser bitolado em pessoas que iluminem. Não embaçar não basta. Tem que iluminar. Mas aí o seguinte: você vê a luz onde ela pipoca, ao menos de vez em quando? Ou tá nas trevas total? Difícil não estar, nesses tempos bicudos, mas a poesia é uma oportunidade da luz acontecer. Tem saída. Se você é travado, travada, existe aquele poeta, aquela poeta, que te destrava pra poesia, acredite. Dom dele (dela), mérito seu (se abrir). Mas de repente é na pintura (Miró na FAAP). Ou na música (Sala São Paulo). Grafite vale (amo Speto), está em toda parte, é só levantar a cabeça... Isso se a palavra poesia não te deu urticária... Perigas você ser da tribo dos livros (Bienal e PUC em Setembro). Tudo isso pra destravar, pra luz, lembra? Duvido que prefira as trevas... Aliás não duvido nada, o mundo está assim, decepcionante. Decadente e regado a IA... E aí? Não tem saída? Já falei que tem. Faça a sua parte, agora, emergencial, pois é aquilo que eu disse, aqui: nem sonhe em votar em desqualificado (desumano, desalmado) que nunca disse nem dirá (porque não teve exemplo) a palavra livro. Nem sonhe!
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| Haikai de Paulo Leminski (imagem: Google images/ cidadedasartes.rio.rj.gov.br) |



















