segunda-feira, 30 de março de 2026

E AÍ? (12)

Chamam de bananinha um outro lá... Agora quero saber quem é o mais banana de todos. Tô pra entregar essa casca, “o bananão”, para o Eduardo Leite.  Dizem que tem uma hora, um evento, que separa os homens dos meninos.  Essa hora chegou para Leite, e ele jogou parado... Quando ia dar o passo à frente, escorregou, e enterrou a cara na banana verde, e ficamos nós aqui a ver(de) navios. Um momento histórico jogado na lata de lixo, na falta de coragem de bater a mão com força na mesa e dizer: Kassab, qual é a tua?  Vou desenhar pra ti: essa é a minha vez, eu sou o tal centro que vai desencantar esse maldito entupimento de vida que é a polarização. Tu vais ser a raposa que dizem que tu és, ou vais ser o feneco da Faria Lima (ali do Iguatemi), ganhar muitas cadeiras do Legislativo, mas perder o bonde da história?  Vais entregar assim de mão beijada o futuro do Brasil para o atraso?  Mas olha, se não for eu, presidente Kassab, vou colocar a boca no trombone, e que se lasque meu futuro político, que aliás será muito melhor e maior do que o teu, porque estou tendo a coragem de dizer aqui e agora pra ti: vais entregar o futuro do Brasil para o atraso civilizatório que está querendo reger o mundo? O Brasil pode ser diferente, sair da eterna promessa, e ser, aos pouco, a partir de Janeiro de 27, uma construção do novo (não do Novo!), do conjunto, do coletivo, da esperança (não aquela), do amplo e construído desafio de evaporar o esgoto...  Não? Que raposa que tu és. que não vês que eu, Eduardo Leite, eu é que sou o centro que 60% dos eleitores esperam para destravar a polarização que nos atrasa há 8 anos?...  Mas se tu não vês, ou (pior!) não queres ver, tu serás, repito, o feneco da Faria Lima!, etc etc que o café-com-Leite (a média), o pingado, fadado agora ao esquecimento da história, não disse.  Se dissesse desse jeito, olha que o Kassab estranharia, ponderaria e... talvez topasse. Mas não disse. Não deu o passo. Ficou na meninice, enquanto o Brasil precisa de homens (e guenta quem vem morar no Palácio do Planalto em 02 de Janeiro p.f.). Ou de mulheres... Mas a mulher à vista é (se for) pra 2030...  E aí? E aí que agora kung-fu-deu.

Pôr-do_Sol em Brasília. Se segura!... 
(foto: guia.melhoresdestinos.com.br)


segunda-feira, 16 de março de 2026

E AÍ? (11)

O que há com Março? Dia 12 desse mês, lá em 2013, teve início (em curso) o apocalipse ambiental da metrópole.  Agora, neste 11 p.p., outro míssil devastou o que havia de pé da Lei Cidade Limpa.  Acha que é só? O que há com Março, ainda que mês de aniver de pessoas queridas?  Metade Peixes (minha Lua), metade Áries (se cuida!)...  É, ao fim e ao cabo dos tempos os astros se acertam, mas aqui no curto prazo, tá agoniento.  Querem transformar a serraria do Ibirapuera em um centro comercial (ou academia, a mesma m). Vão catar coquinho na chapada! (Estão lá? No Itaimbezinho a Urbia já está.) Tem o túnel da av. Sena Madureira (falei aqui e falo abaixo), tem os 300 prédios parrudos subindo medonhamente em toda parte... Como diz o amigo Geraldo: não entende? São Paulo é pra fazer negócios, é pra ganhar dinheiro!  Que história é essa de querer qualidade de vida em São Paulo?  Qualidade de vida você vai ter quando aposentar e mudar! Então, se São Paulo não serve mais pra mim, ou mim não serve mais pra São Paulo (incompatibilidade total), é bom mesmo mudar daqui (como?)...  Enquanto isso, voltando ao apocalipse: foi quando bateu a primeira picareta nas rochas de Arujá (aqui), iniciando o trecho Norte do Rodoanel.  Era pra ter começado pelo Norte em 2000, mas os xiitas (nós) ambientalistas pusemos a Dersa (lembra disso?) pra correr.  Aí deram a volta, Oeste, Sul, Leste e voltaram ao Norte em 2013, pra iniciar o apocalipse ambiental, só falta fechar a panela de pressão com o trecho Fernão Dias – Perus ("túneis cortando a serra da Cantareira longitudinalmente, onde já se viu, coisa de louco!", dizia o saudoso engenheiro Adalberto Jersierski... "A 11 km do Marco Zero!", dizia eu), a panela de pressão vai fechar e aí, meus caros...  Neste Março, semana passada, detonaram a Lei Cidade Limpa liberando 4 painéis (led) publicitários na esquina que o baiano eternizou...  A maravilhosa serraria do Ibirapuera (olha a foto. Como diz o Peninha, olha a foto!), querem colocar uma laje e rentabilizar o pé-direito colossal (vi timir ni qui!)... O túnel na Sena Madureira, 650 milhões de reais em um cruzamento, pra jogar o trânsito na rua estreita 500 metros adiante... Querem destombar (!) um prédio lindo na av. Angélica pra especular... E aí? E aí que tenho parentes que nunca vieram a São Paulo. Primos, não vou dizer que não venham, mas o que tenho pra mostrar pra vocês é isso: motos em derrisão, uma cidade adoentada, a decadência em curso... Interessa?

A serraria já estava antes do parque nascer em 1954...



segunda-feira, 2 de março de 2026

LENDO.ORG (77)

Parei na primeira linha de Coisas Simples do Cotidiano, crônicas do mestre Rubem Braga: “Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana...” Hã? Feroz, em 1953? O que ele diria hoje?? Desabafo feito, bem, você sabe, ando espetacularmente lendo três jornais por dia (aqui), então a pauta dessas maldigitadas (hífen?) linhas bem poderia vir deles. E veio. Foi capa da Folha. A matéria me jogou nas quebradas da rua do Carmo, que quando morei ali pertinho (na Tabatinguera), anos 80, eram coalhadas desse comércio (ou serviço), e hoje tem apenas o remanescente sr. Oliveira. É, só sobrou (não soçobrou) ele pra contar histórias das máquinas de escrever antigas, as que merecem cuidado. A minha não, nunca precisou. Eta máquina fortinha, bem desenhada, elegante...  Disseram as línguas que me deram que ela era de um alto dirigente português...  Sim, foi um regalo muito especial que ganhei da segunda namorada (a gente esquece?). Acho que a máquina (tcheca) chegou a ela (russa) por um primo (português) que nunca soube o que veio fazer cá, desdenhava o Brasil (ele), mas ela devia gostar (de mim), foi um baita presente. Dessa máquina saiu uma monografia sobre Fernando Pessoa, minha primeira certidão judicial, as páginas intensas escritas em Iguape, e tudo mais, até que o primeiro computador chegasse (1993), já com impressora (matricial).  Desde então (33 anos), quantas vezes a tirei do belo estojo protetor? Tirei hoje para a foto, e vi manchas de ferrugem preocupantes... Hora de levar no Oliveira? Agora quero saber de você, da sua máquina de escrever querida, se ainda a mantém, se nela escrevia cartas emocionadas, receitas de bolo, ou se despejava textos profissionais. Foi como a Underwood anos 40, pesadíssima, a primeira máquina que minha mãe comprou (tudo tão difícil!), o oposto absoluto dessa portátil Zeta (made in Czechoslovakia, assim está)? Ou seu xodó já era uma IBM elétrica de esfera (o que de mais moderno havia no mundo, no Universo, lembra?). Papel carbono e radex, acessórios de lei... Coisa mais paulistana, a escola de datilografia da rua Quintino Bocaiúva, fez? (Todo bairro tinha, a Uninove nasceu de uma, na Vila Maria.)  E olha a loucura: ganhei essa prenda na rua da Consolação (Jardins), e como sempre fazia, fui a pé pela Oscar Freire até a 9 de Julho pegar o ônibus (pro Bixiga).  Pois naquela noite (umas 23h), na esquina da Ministro, um cara me apontou (única vez!) um revólver...  Ah (pedi), leva só a carteira, deixa a máquina de escrever (corajoso?)...  Outros tempos, ele só pinçou o dinheiro (era fome). Quero saber da sua (máquina, fome).

A máquina tcheca veio de Portugal, pra mim!   E seu Oliveira na capa da Folha...