domingo, 27 de setembro de 2026

E AÍ? (17)

As alternativas? Juro que tentei um livro do psiquiatra candidato, que era meio o Paulo Coelho da época, vendia pacas. Comecei... pra parar na página 4.  Pensa aquela feijoada na cumbuca de barro, borbulhando de apetitosa, prometendo saciar sua fome de saber... e cai no prato um feijão mal-cozido, tempero nota 2 e pertences de terceira...  Verdade que meu sarrafo pra psicanálise de livraria é meio alto, é Gaiarsa, é Gikovate, é Roberto “Sem tesão não há solução” Freire... Não dá. Aí tem o que vem de Minas, terra de gigantes... Vergonha alheia, mineirada querida de Juiz de Fora e Barbacena!  O cara não saber quem é Adélia Prado, sei lá, vá lá, vá lá, sei lá... Mas olha o cara falando! Não é poste de ninguém, é poste dele mesmo! Aí tem o do cerrado...  Putz, dos 26 estados da federação, GO é o 25º que quero ir, o 26º vocês sabem qual é, não escondo, assim como o dito não esconde o primeiro ato que assinaria (de bic?) ao subir a rampa...  Sério: o agro é pop de verdade quando é muito minifúndio com agricultura orgânica e familiar. Isso é agro de encher o peito, não só encher containers de navios mercantes...  Aí é o outro que, quando vejo, lembro imediato de Oscar Wilde: “Só os tolos não julgam pela aparência”. Julgo que é maluco. Posso estar equivocado, mas a aparência...  É isso. Olha (e vê), se você pensa diferente (natural), fique à vontade, tem essas alternativas. Elas acabam aí. Porque as alternativas precisam estar dentro de um universo.  Lembra da matemática no colégio?  Lembra, nas equações de 2º grau, do “conjunto universo” em que a incógnita x (o eleito) poderia assumir?  Fora do universo, não existe. E aí? E aí que a outra alternativa está fora do universo da dignidade e da decência. É miserável de ideias e miserável de coração.  É o culto da negação, da mentira e do (gabinete do) ódio. É isso e nada mais. Ó, o mundo é dividido entre quem tem coração bom, e quem não tem (coração). Se a direita (acomodada) não teve a capacidade (interesse) de apresentar um nome saudável (decente) pra alternar a vida democrática do país, sobrou o L. É Luz (no fim do...), é Lado (não abismo), é Livro (esperança). É L.

Os livros de Setembro.  Que venha um feliz Outubro!


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

E AÍ? (16)

Fui à Bienal afogar as mágoas. Nunca foi isso, sempre foi livros. Tipo “nunca foi sorte, sempre foi Deus” que se lê nuns carros devotos, como se Deus não fosse sorte...  E como se a sorte não fosse você...  Logo você é Deus, não?  Ou pelo menos filho. “Quem sai aos seus não degenera”...  E quem é filho de degenerado?  Pois é. Fui afogar as mágoas em águas boas.  Fui buscar consolo na minha bolha e olha que encontrei esperança...  A gente sempre sai esperançoso da nossa bolha querida. Efeito reiteração. Quem vai dizer que um espaço regado a livros não é um espaço bom?  Nessa bolha estou em casa e convido a todos (acabou!). Mas olha, não é em toda bolha que a gente entra, porque perder o juízo em bolha furada, é como trair e coçar, é só começar...  E o que tem de bolha ruim, pútrida até... Mas fui no último dia (inédito), um pouco pelos descontos (teve) , um pouco pra ver como era isso (lo-ta-da), e muito pelo gentil convite que ganhei do CLC, que fui visitar lá em Dois Irmãos, pelo primoroso trabalho que faz (aqui).  Alegria e consolo, nos livros, vai ser até o fim da vida, quando a biblioteca (seleta) de 1200 volumes será reduzida (depurada) a um único (último), ao qual irei abraçado para a terra ou para o fogo. Mas isso é futuro. Agora, quem me via pelos corredores do Anhembi, via um cara meio sorrisos, um cara meio tristonho...  Um olho nos livros, outro olho no país lá fora... Ia cheio de mágoas, de medo do pior acontecer. O Brasil está em perigo como nunca antes. Como nunca antes.  Lembra quando “extrema-direita” parecia coisa de outro planeta, e mesmo assim assustava a gente como o diabo? Agora tá aí e estão achando normal... Fala sério, onde vai nos levar o oportunismo farofeiro e a ignorância em seu mais alto (baixo) grau? Que houve com o país tropical e bonito por natureza, que flerta com a desgraça? Vai votar mesmo em quem nunca disse ou dirá a palavra cultura? Mas entre livros (bolhinha) ganhei esperança.  E aí? E aí é sair cutucando quem tá por perto... Ver se explode umas bolhas!

No universo dos livros há esperança...


terça-feira, 1 de setembro de 2026

LENDO.ORG (80)

É aquilo, sinto que minha biblioteca é viva. É um troca-troca, ou antes, um entra-e-sai de livros como se fosse coisa viva, tipo cobra trocando a pele. A técnica pra isso, mencionei aqui, é a técnica do banheiro.  A única arte disso é a meticulosidade de seguir livro a livro, a partir da estante mais alta, da esquerda pra direita, depois descendo pelas estantes, assim:  toda manhã ou à tarde (raro à noite), ao ir ao banheiro para o mais demorado, pegar o livro seguinte na estante e levar.  Abrir a esmo ou ler a introdução, é ao gosto do leitor, ora rei, no trono, só ele e a leitura, com tempo para uma, duas ou três páginas, conforme a densidade...  Livro talvez não aberto há meses.  Ou anos...  É o seu teste de fogo, o tudo ou nada. Agradou? Mostrou firmeza? Volta. Não agradou? Embromou? Descarga!  E assim aos poucos vai abrindo espaço (tá apertado!) pra livros chegando: tem Bienal agora, em seguida a Feira da PUC, e aí uma livraria de rua (da Tarde? da Travessa?), pra me redimir das esbórnias anteriores...  Acontece que outro dia, no teste, me veio às mãos esse A Importância de Viver, de Lin Yutang.  Edição de 1976, da deliciosa Círculo do Livro (aqui). Veio dos livros de mamãe.  Por que raios ela chegou a esse autor, que gostava, não sei.  Seria porque achava chique falar “linhutangui”, como falava?  Não sei.  Adoraria saber.  Olha jovem, ou nem tão jovem, mas que ainda tem mãe, explore saber coisas dela, por ela, antes que seja tarde, entendeu filho distante, filha ocupada? Mas então, Lin Yutang relata uma China (um chinês) que não existe mais, acho.  O Ocidente maculou a China e ela virou isso que vemos:  é de abismar as cyber-cidades chinesas...  Só que a velha China tem o que ensinar, e não é como transformar o comunismo em capitalismo de Estado.  Estamos falando de viver à moda antiga... Junta Confucionismo, Taoísmo e Budismo (menos) em uma cabeça inteligente e sensível, e dá um troço (livro!) interessante... Resumo: A Importância não voltou pra estante, nem foi pra descarga: pousou com carinho no criado-mudo e estou lendo. Uma civilização de 4000 anos tem um DNA sábio...  Já nós aqui, do alto (baixo) dos 526 e um DNA transgênico, vemos vindo aquela nuvem plúmbea que eu disse aqui... e nem é nuvem, é um tsunami de esgoto! Olha ele ali!  E cresce. Não vê? Só eu perdendo o sono?