Creio que Pinheiros, em São Paulo, é o bairro mais exemplar de uma "cidade de 15 minutos" (aqui). Sonho de consumo urbano: tudo perto, a poucos passos dos moradores. Por isso suas calçadas estão sempre cheias de gente pra lá e pra cá. Percebi isso ao chegar no bar Colchete para a confraternização de fim de ano do valioso coletivo Frente São Paulo pela Vida. Valioso porque a vida não é só consumir, não é só construir prédios gigantes onde existiam casas, avenidas para novos congestionamentos, túneis para os motoqueiros espocarem seus escapamentos... A vida urbana também (e para os obtusos repito o "também") pede áreas verdes, horizontes livres, investimento em transporte coletivo, cuidado com as nascentes e córregos, para a vida ser mais completa, mais saudável. Esse desejo uniu essa galera "nota 10" uns anos atrás, pra batalhar no cotidiano uma guerra interminável por uma cidade mais justa e sustentável. As pautas do dia são muitas: o cancelamento da obra do túnel na av. Sena Madureira (uma reunião na mesma hora impediu a turma da Vila Mariana de ir à confraternização), a rejeição na Câmara do PL 799/24, que absurdamente quer dizimar um maciço verde de 10.000 árvores para ampliar um aterro sanitário em São Mateus, a preservação do oásis de casas da Vilas do Sol em Pinheiros, o não à ampliação da rodovia Raposo Tavares sem ênfase em transporte coletivo, a criação de mais parques (como o parque Matarazzo na Casa Verde), entre outras lutas cidade afora. E assim coletivos, associações, ativistas e vereadores progressistas têm se encontrado nas ruas, nas audiências públicas, pra chacoalhar o desinteresse, brecar disparates, propor alternativas. E nessa época do ano, também para celebrar a amizade e regar esperanças. Assim seja em 2025, juntos pela vida em São Paulo.
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| Frente São Paulo pela Vida |



















