segunda-feira, 19 de agosto de 2019

NÃO É POR AÍ... (86)

Sou corintiano mas confesso uma coisa: acho a camisa 1 do São Paulo a mais bonita de todas.  As camisetas de futebol hoje estão desvirtuadas pelos patrocinadores, mas lembro do tempo em que elas eram puras, e a camisa branca com as duas faixas horizontais separadas, sei lá, me despertava uma certa inveja inconsciente. Hoje, superado o fanatismo, assumo e reconheço sua beleza, seu equilíbrio, sua exclusividade (outro dia me lembraram que o Ferroviário, do Ceará, tem uniforme igual).  Dito isso, achei um furo nágua, um absurdo completo, o São Paulo estrear Daniel Alves - sua maior contratação do século, com o uniforme número 3, azul calcinha.  Coisa de marqueteiro tonto, não associar essa estreia com o uniforme nº 1!  Se eu fosse tricolor, tinha chiado muito!
Que time é esse mesmo, de uniforme azul?
(foto: Daniel Vorley/ AGIF, in esporte.uol.com.br)

sábado, 17 de agosto de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (21)

Eu tinha esperança que o PSDB pudesse ser um protagonista na mudança que se mostra urgente. Eu acreditava que esse partido, que um dia foi social democrata para além do nome, pudesse ajudar a construir a reversão do quadro tétrico que se apresenta...  Que ingenuidade a minha!  Tomei um tapa na cara e acordei!  Os tucanos convidaram para o seu ninho o Tiririca do 17!  O cara se filiou e foi recebido com pompa e circunstância pelo cacique da vez, o governador de São Paulo.  Se era surreal a figura palhacesca do Tiririca, agora é surreal ao máximo um ator pornô se filiar, com júbilo interno, a esse partido que era de centro-esquerda, e agora guina para a centro-direita, deixando órfãos os que acreditavam na social-democracia como um ponto de apoio para a reversão.  Ficou difícil.  Parece até que o 17 falou pro seu Tiririca:  vai lá e desmoraliza o ninho tucano!  Não vai ter arribação?
imagem: muitasbocasnotrombone.wordpress.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

LENDO.ORG (6)

Os livros suspiram mas os sebos seguem vivos na região da praça João Mendes.  Messias e Floresta reinam, enquanto ali ao lado da igreja de São Gonçalo, o sebo Mania de Cultura capricha no mostruário de vidro, os títulos dão água na boca!  Mas quero dizer que do outro lado da rua Rodrigo Silva, um pouco mais pra frente, me contou o funcionário que o dono da Mania de Cultura tem comprado uns lotes em parceria com editoras, livros novos, e está colocando nessa outra loja, títulos bem interessantes. Hoje arrematei quatro:  meus favoritos Goya (o que esse monstro não pintaria hoje com o descalabro político?) e Kandinsky em competentes edições da Abril, Jaime Lerner contando o que é ser urbanista, e um livro de histórias de vida do Museu da Pessoa.  Arrematei tudo por R$ 36, feliz e contente!

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

LENDO.ORG (5)

Via Google, sem dificuldade, encontrei a íntegra de Mulheres Sem Nome, me fazendo pensar onde vai parar a indústria do livro físico...  Mas me consolei ao lembrar da moça que o lia em plena calçada da Berrini, 9h da manhã, certamente a caminho do trabalho.  Li a primeira página do romance, anunciado como bestseller do New York Times... A profusão de nomes em inglês e francês, as descrições de lugares, revelaram uma história nem tão facílima de ler, pelo menos até a mente esquentar nas primeiras páginas... A moça abriu o livro pra ler quando o farol de pedestres fechou e todos ali checavam seus celulares...  Na calçada seguinte indaguei o que ela lia... era um romance de Martha Hall Kelly...  que não está nem no Wikipedia em inglês!, mas está sendo lido no Brooklin paulistano. Esperança no ar...  Vida longa ao livro impresso e às moças que lêem até na calçada!


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

SAUDADES... (29)

É pra São Paulo estar de luto mesmo! Permitam-me a expressão chula: o vale do Anhangabaú está, nesse instante,  arregaçado, com uma obra parada, todo fechado, um vale de terras revolvidas (AQUI).  Isso acontece no exato momento em que se vai o maior pesquisador da cidade, Benedito Lima de Toledo, cujo esforço há uns 30 anos fez surgir a última grande reforma naquele espaço.  Tanto que ele escreveu o livro Anhangabaú.  E antes, São Paulo - Três Cidades em um Século, um clássico. Foi um grande tradutor das transformações paulistanas.  Curiosamente, não consta o seu nome na consulta ao Wikipedia, que fala de tanta gente.  Outra curiosidade:  em pesquisa rápida não consegui descobrir onde nasceu o arquiteto.  Quem o substituirá, como referência estudiosa de Sampa?
Benedito Lima de Toledo (1934-2019)
foto: Tiago Queiroz/ Estadão, no site do Estadão. 

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

LENDO.ORG (4)

Não perco descontão de livros!  A Cultura da Paulista pôs um outlet na parte externa da livraria, junto à rampa principal de acesso, livros a partir de R$ 5.  Fui, vi e...  saí só com um livrinho!  Bucareste, contos de Alexandru Solomon.  Nunca tinha ouvido falar!  Mas a Romênia está entre os 10 países que me interessam... Eu não ia sair de mãos abanando, mas fiquei chapado de ver quantos livros são escritos e eu nunca ouvi falar do autor!  Também tô me achando, nem fiz Letras...  Bem, é até Domingo (04/08) , quem sabe você encontre alguns...
Livros com descontões na Cultura da Paulista

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (20)

Sobre o "ignorante mor da República", o Villa desceu o pau! É preciso fazer isso!  Mas foi uma aula também. Veja AQUI. Não dá pra aceitar como normal o quadro de trevas que se instaura, destruindo valores, abandonando a Educação, quebrando ao meio da cidadania e o respeito, negando o meio ambiente, insuflando a ignorância e a baixaria.  Não dá!
Blog do Villa.  Não perca essa aula.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

LENDO.ORG (3)

Quem ama ler lê ou ouve a palavra "livros" com outros olhos ou ouvidos. Vem um faniquito, um tremor curioso, dar com essa palavra, que remete a "quero saber", ou "quero comprar".  Mas que tal um "quero trocar"? Pois é, ouvi falar da feira de troca de livros na Biblioteca Mário de Andrade (AQUI), então coloquei na agenda.  Quando chegou o dia coloquei sete livros na mochila e me dirigi à BMA. Entrei com sete, peguei sete fichas, saí com três livros, dei de presente quatro fichas para uma moça que nem acreditou...  Por que saí no "prejuízo"?  Porque não aguentei ficar vendo a desorganização. Economizaram no espaço, economizaram nas mesas expositoras, economizaram no número de funcionários (eram três, só dois trabalhavam, quando quatro seria o mínimo necessário pra funcionar direito).  Enfim, saí com um romance italiano (Francizka), um livro de ensaios do Nobel de Economia Paul Krugman, e um de poesias de Bertold Brecht, livros de qualidade.  Mas faltou qualidade no atendimento. Mandei bronca por email e pelo Face.  Quem sabe na próxima feira (31/8) melhoram...
Feira de troca de livros na BMA.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

SAUDADES... (28)

Mais do que Harrison Ford ou Daryl Hannah, para muitos Rutger Hauer é o protagonista do filme Blade Runner - O Caçador de Andróides.  Houve um casamento perfeito entre o seu tipo físico forte, ariano, e o temperamento rigoroso, centrado, do personagem.  Parece que nenhum outro ator emprestaria um carisma tão elevado a esse filme que é reconhecidamente um clássico da indústria do cinema.  Se é verdade que  meu personagem preferido sempre foi a replicante Rachael, desempenhado por Sean Young, o fato é que essas são questões bizantinas:  assisti o filme no cinema 6 ou 7 vezes, arrebatado pela trama futurística, pelas leituras múltiplas que ele desperta, pela riqueza técnica, pela música espetacular de Vangelis... e pelo encaixe perfeito do elenco. 

O filme foi lançado em 1982, e descrevia uma sociedade distópica, decadente, em que os grandes grupos de poder dominam o planeta, o meio-ambiente está totalmente degradado, os animais são clonados e os mais ricos fogem, indo viver em outros planetas... Essa sociedade rolaria 37 anos depois, em Novembro deste 2019.  Acontece que neste Julho morreu Rutger Hauer. 

Blade Runner é o filme da minha juventude, assim como  Horizonte Perdido foi o da infância, e  Embalos de Sábado à Noite (fazer o que?) o da adolescência. Assistidos mais vezes do que seria sensato, para quem não entende que nós somos muito os filmes que mais gostamos...  Ou não somos?
Rutger Hauer (1944-2019)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (19)

Só descobri Luis Fernando Veríssimo velho.  É que o seu principal personagem, o analista de Bagé, me confundia, me assustava, eu não entendia.  Felizmente ele tem muito mais do que isso... Sua crônica ontem no Estadão (AQUI) tem aquele humor irônico e agudo, sempre sutil.  Sobre ser ou não ser nepotismo, pra quem acha que é uma questão...  Reproduzo a seguir, pois às vezes o acesso pede senha:

'NÃOPOTISMO" -  Não sejamos injustos. A discussão sobre se um presidente da República nomear um filho embaixador constitui nepotismo ou não toma um rumo indesejável, agravado pela ignorância ou a má-fé. Muitos não sabem, ou fingem não saber – ou, ao contrário do filho do presidente, não conhecem outra língua além do português – que a palavra “nepote” é italiana, significa “sobrinho” e ganhou conotação política com o costume dos papas antigos de presentear parentes com poder, ou nacos de poder, uma prática que ganhou o nome de “nepotismo”.

Os críticos do presidente não aceitam os argumentos dos que o defendem lembrando que – como é um presidente diferente, com um estilo só seu e hábitos incomuns como o de treinar tiro ao alvo mirando o próprio pé – não se poderia esperar que fosse um presidente comum.

Também não devemos esquecer que o homem que hoje diz que um presidente nomear um filho embaixador não é nepotismo é o mesmo que disse que não houve ditadura no Brasil, uma opinião também ridicularizada, na época, mas que provou ser a mesma de 60 milhões de eleitores brasileiros, desagravando o presidente.

Para responder aos seus críticos, o presidente poderia recorrer à ironia e também ridicularizá-los, lembrando que – como a ditadura – a prática de nomear parentes nunca existiu no Brasil, portanto o que existe é o que poderia ser chamado de “nãopotismo”. Ou então, já que só pode ser coisa de comunista tentando ressuscitar a esquerda, de “neopetismo”.

Ou o presidente pode contra-atacar e desafiar seus críticos a encontrar um exemplo, na sua administração – apenas um, em todos os ministérios, em todos os partidos da sua base, entre todos os chefes de gabinetes e auxiliares de escritório, e todos os parlamentares que o apoiam, entre ascensoristas, motoristas, faxineiras, telefonistas, cozinheiras, empregados, animais de estimação, membros da sua família – apenas um sobrinho do papa.
Residência do embaixador brasileiro em Washington.  Sede própria!
(foto: gazetadopovo.com.br)



  

quarta-feira, 10 de julho de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (18)

Adenor Leonardo Bacchi, ou melhor, Tite, gaúcho de Caxias do Sul, nem dois anos mais velho do que eu, sempre me transmitiu uma seriedade envolta não em imposição ou grossura ou arrogância, mas sim em suavidade.  Um tom bem positivo. E assim ele, no Timão, foi campeão em quase tudo:  Paulista, Brasileiro, Recopa, Libertadores, Mundial em Tóquio.  Faltaram a Copa do Brasil (que ele é campeão pelo Grêmio) e a Sul-americana (que ele é campeão pelo Inter). Um vencedor.  Torci na Copa América só por causa dele. Desde 2012 sou muito fã desse cara!
Procure no Google ou Youtube a respeito.  (imagem: Facebook)

terça-feira, 9 de julho de 2019

LENDO.ORG (2)

Eu conhecia como Teatro Taib. Foi preciso me aproximar para entender que o teatro é só um item da Casa do Povo, centro cultural com mais de 70 anos no Bom Retiro.  Surgiu quando o bairro era profundamente judeu. Taib vem de Teatro de Arte Israelita Brasileiro.  Casa do Povo porque a inspiração é social, construir cultura com o povo, judeu ou não.  Mas falemos de livros: a biblioteca dessa Casa ficou fechada 40 anos, e foi resgatada agora com essa instalação de Mariana Lanari:  os 8 mil livros que a compõem estão expostos no 3º andar, como se fossem quarteirões de prédios, prédios de livros.  Você caminha entre eles, pega, folheia, lê, transporta para outra rua...  Fui na inauguração e programo voltar, passar duas, três horas transitando nas ruas do Bom Retiro, entre livros.  Um sonho!  (Até dia 27/7, de 3º a Sáb., das 13 às 19h. Detalhes AQUI.)
Caminhar nas ruas do Bom Retiro, entre livros...

segunda-feira, 8 de julho de 2019

SAUDADES... (27)

Na minha cabeça Paulo Bonfim recebeu de Guilherme de Almeida o bastão de Príncipe dos Poetas, ambos paulistaníssimos cultores da tradição piratininga...  Ambos modernistas, mas Bonfim chegou até nós, e toda 5ª-feira às 18h eu me esforçava pra sintonizar na Cultura FM a sua crônica Passeios da Memória.  E como ele tinha memória paulistana pra compartilhar!

Abro o exemplar de Janeiros de Meu São Paulo, autografado pelo poeta em Outubro de 2006 e já na primeira página: Quando cruzo a Praça da Sé tenho sempre pensamento de gratidão para o cacique Tibiriçá, cujos restos mortais repousam na cripta da Catedral. Sem esse antepassado dos paulistas, a cidade não teria sido fundada e eu não estaria aqui tecendo estas conjecturas...   Consigo imaginar bem sua entonação respirada, pausada, dizendo esse trecho...

Esse homem viveu São Paulo como pouquíssimos...  Saudades...
Paulo Bonfim, princípe dos poetas. (1926-2019)
(foto: joaquimdepaula.com.br)

domingo, 7 de julho de 2019

LENDO.ORG (1)

Inauguro essa seção sobre livros e afins contando da surpresa de encontrar em pleno Shopping D o que poderá ser o futuro imediato das livrarias, desesperadas por sobreviver, o que significa cortar custos até onde não puder.  Essa cortou onde não podia: na mão de obra, no atendimento.  Não tem funcionários!  Peg o livro & pag na maquininha de cartão no fundo da loja, coloque-o no saquinho e leve embora.  O nome diz:  livraria Peg&Pag. O modelo inicia assim:  preço único, 10 reais.  Se levarem sem pagar, o prejuízo é pequeno.  Será que um dia emplaca uma Peg&Pag para livros com preço de mercado? Bem, passei 40 reais no cartão: um romance de Yann Martel (autor de As Aventuras de Pi), memórias do acadêmico Alberto da Costa e Silva (como a ABL tem imortais desconhecidos!), um "Banzai Corinthians", sobre a conquista de Tókio, e um com a paixão nº 1 de Washington Olivetto. Peneirando, tem o que levar.  Sabe onde fica o Shopping D?
Peneirando, tem o que levar na livraria Peg&Pag.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (17)

Entre esquerda e direita, nunca, ao menos nessa vida em que assisto a tanta injustiça, vou comungar da ideologia que deixa aos "mercados" o encaminhamento das coisas.  Ok, a esquerda pisou na bola, errou feio, tá pagando um preço.  Até aí, não vou ultrapassar pela direita, nem vou arrancar meu coração para colocar no lado oposto do peito como, com fino humor e ironia magistral, escreveu Eugenio Bucci AQUI, em seu artigo no Estadão.  
Entre os 800 livro na biblioteca, tenho esses. 

sábado, 29 de junho de 2019

LANCES URBANOS (43)

O Milton Jung levou três anos para ler a minha crônica em seu programa Conte Sua História de São Paulo, na rádio CBN.  Quando enviei para ele eu tinha 53 anos.  Hoje são 53 + 3, dos quais 55 vividos nessa cidade que amo e odeio em quase igual medida...  O link do programa está AQUI, com áudio e texto impresso.  
Das minhas primeiras memórias de infância:  o batalhão do Exército no Pq. D. Pedro II 
(foto de 1985:  grupo AMO SP no Facebook)

quinta-feira, 20 de junho de 2019

LIXA GROSSA & CIA LTDA (16)

"Flexões, presidente? Que tal reflexões?"  Brasileiro é o povo mais gozador e criativo do planeta!  Por isso às vezes acho que sou fruto de um gene alemão desgarrado no interior da Bahia!  Não achei nenhuma graça do ato do tal.  Pelo contrário, não sai da cabeça o seguinte:  como pode um operado (pela 3ª vez) há apenas cinco meses (e na barriga!) fazer 10 flexões, de terno, sob o Sol, e levantar serelepe?  Como pode, e não baixar no hospital de novo no dia seguinte??  Sobre as operações, AQUI, e sobre as flexões, AQUI. Difícil acreditar!
Presidente atleta após três cirurgias na barriga.
(foto: divulgação/ Presidência da República, in oglobo.globo.com)

domingo, 16 de junho de 2019

SHOW DE BOLA! (99)

Parei pra assistir e me emocionar com o programa da Band Sports em homenagem aos 25 anos do título mundial de basquete feminino pelo Brasil. Vale assistir os 45 minutos (AQUI) da entrevista de Nivaldo de Cillo com a rainha Hortência, a mágica Paula, a eficientíssima Janete e a atuante Helen, com trechos maravilhosos das partidas, na narração apaixonada de Luciano do Valle. Entre outras jogadas memoráveis, babei pra cesta do meio da quadra de Paula contra a Espanha. Poucas vezes no esporte brasileiro uma equipe teve um equilíbrio tão em alto nível como nessa seleção.  O futebol na Copa de 1970, o  vôlei em seu grandes momentos, são comparáveis a essa seleção.  Tacou 107 pontos na seleção americana.  Venceu as gigantes chinesas na final por 96 a 87.  Assistir é resgatar a emoção de 25 anos atrás, na Austrália.  Show de bola legítimo!  
Austrália 1994: título e emoção pura!
(imagem: canal Band Sports)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

NÃO É POR AÍ... (85)

Pra começar, que fique registrada a enorme frustração de todo amante de futebol no país (e são milhões) por Neymar até hoje não ser o melhor do mundo, e não ter nos dado uma Copa. O Brasil é o país do futebol sim!, e como tal anseia por um sucesso global, pelo menos nesse esporte, e o moço de Mogi da Cruzes é (ou era) a maior esperança disso acontecer, sabemos que ele tem (ou tinha) bola para isso.  Mas já faz 10 anos e nada! Enfim, o futebol acabou ficando pra trás, soterrado por uma avalanche de vulgaridades e quase-obscenidades, coisas emanadas da necessidade humana básica de amar e de fazer amor...  Aí me veio hoje a pergunta:  como faz para amar em paz (ou ao menos fazer amor em paz) uma celebridade de 27 anos, com 100 milhões de dólares na conta e nenhuma privacidade?  Poderia ter uma namorada, mas quem seria a eleita?  Bem, namorar é amarrar o burro, e sou muito jovem (e rico) pra isso, pode pensar o deslumbrado...  Só resta matar a vontade com profissionais, requintadas e caríssimas...  Mas aí como saber se não vai entrar numa roubada (como parece que entrou)?  Os hormônios a mil e esse dilema... tem solução? Por esse prisma muito existencial, na boa, pelo menos hoje estou com pena do cara...
Tem (ou tinha) bola pra ser o melhor do mundo fácil!
foto: Pedro Martins/ MoWa Press, in beta.foxsports.com,br

quarta-feira, 5 de junho de 2019

LANCES URBANOS (42)

Quando a hora do almoço me pega na Vila Olímpia e tenho que continuar por lá à tarde, acontece de eu dar um tempo no gramado do Parque do Povo, que quase não tem movimento em hora nenhuma...  Inaugurado em 2008, não é um parque pequeno não, tem 135 mil2. E tem alamedas e árvores pra gerar sombra, onde sento, abro a mochila, tiro um jornal, tiro um livro, e fico.  Outro dia abri lá uma biografia do Darcy Ribeiro e o tempo passou voando!  
Parque do Povo e Marginal do Pinheiros.