Peguei
pra reler Debaixo das Rodas, e logo
fui checar se tinha colocado local e data de nascimento e passagem do escritor,
como gosto de fazer. Quando é importante, mas tenho pra mim
que onde é mais. Já falei sobre a questão do “onde você nasceu”,
aqui. O quando vem depois. Não tinha,
fui colocar “Cawl-1877 / Montagnola-1962”, e reparei na mesma página o carimbo (lembra?)
do sebo onde o comprei. Ah, o Sebo do Roberto, na Cachoeirinha... E me bateu uma emoçãozinha... O Roberto é uma daquelas pessoas conhecidas
que morreram de covid-19. Uma pergunta vem, de vez em quando: quem você conheceu que... Dois primos e dois tios, possivelmente, se
foram assim, mas não eram, ou não estavam, exatamente próximos como o Roberto. Eu o tinha conhecido pouco tempo antes... Aí
veio a pandemia e cinco meses de isolamento total. Quando voltei às ruas da
Cachoeirinha e fui visitá-lo, ou ao seu sebo, fiquei sabendo que... Contei aqui. Parece que foi há tanto tempo, e foi nesta
década mesmo... E você? Perdeu alguém próximo? Ficou a certeza: que não tenhamos nunca mais um negacionista
desalmado como síndico desse condomínio... Mas é, lendo pela terceira vez o Debaixo das Rodas, estou experimentando
uma sensação que nunca tinha experimentado (bom!): viver cada cena do romance com uma nitidez
especial, como se vendo cenas de um sonho já tido, ou de uma vida já vivida. Ler mais devagar, degustando a paisagem e o clima. Imagem em 4K. Um prazer descoberto. Reforçou gostosamente minha tese (aqui) de se
escolher um autor pra chamar de seu, ler a obra inteira, reler... Pensa mergulhar com intensidade na magia do
mundo baiano, lendo a fundo Jorge Amado.
Ou do Sul, lendo Veríssimo (o Érico. O Luís Fernando é diferente). Um universo a desbravar, a vivenciar... se
você tiver tempo. Pra isso, ou pras outras coisas boas da vida, torço por você.
Falando em torcida, na MEXEU_ACAN 2026, torci descarada e despeitadamente pela
Espanha. Torcer é de coração (machucado). A razão, deixo pras análises, e aí já
digo que Messi está na mesma prateleira do Pelé. Polêmico. Vão me encher... Mas
sabe, os reis são de países, não são globais (ainda). Cada país que tenha o seu. Assistindo o dvd
“Pelé Eterno” vi jogadas geniais do rei brasileiro. Aqui é unanimidade. Já
os hermanos terão que conferir os
melhores lances de dois: Messi e Maradona. Qual vai carregar o cetro, é problema
deles...
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Messi, máquina de jogar futebol. (foto: blog Flávio Gomes/Substack/AFA) |
Viver do passado pra mim não refresca em nada as coisas velhas se passaram e td se fez novo é isso que importa sendo que há viventes que vivem totalmente no passado e não fazem nada pra si nem pro proximo
ResponderExcluirEu tive sim pessoas próximas que morreram na COVID e hoje, li que uma médica e pesquisadora da Fiocruz, afirmou que as mortes podem ter ultrapassado 2 milhões, 3x mais que o número oficial. O nome dela é Margareth Dalcolmo.
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