terça-feira, 21 de julho de 2026

A COPA OCUPA... (9)

Peguei pra reler Debaixo das Rodas, e logo fui checar se tinha colocado local e data de nascimento e passagem do escritor, como gosto de fazer.  Quando é importante, mas tenho pra mim que onde é mais.  Já falei sobre a questão do “onde você nasceu”, aqui.  O quando vem depois. Não tinha, fui colocar “Cawl-1877 / Montagnola-1962”, e reparei na mesma página o carimbo (lembra?) do sebo onde o comprei.  Ah, o Sebo do Roberto, na Cachoeirinha... E me bateu uma emoçãozinha...  O Roberto é uma daquelas pessoas conhecidas que morreram de covid-19.  Uma pergunta vem, de vez em quando: quem você conheceu que...  Dois primos e dois tios, possivelmente, se foram assim, mas não eram, ou não estavam, exatamente próximos como o Roberto.  Eu o tinha conhecido pouco tempo antes... Aí veio a pandemia e cinco meses de isolamento total. Quando voltei às ruas da Cachoeirinha e fui visitá-lo, ou ao seu sebo, fiquei sabendo que...  Contei aqui.  Parece que foi há tanto tempo, e foi nesta década mesmo... E você?  Perdeu alguém próximo? Ficou a certeza: que não tenhamos nunca mais um negacionista desalmado como síndico desse condomínio... Mas é, lendo pela terceira vez o Debaixo das Rodas, estou experimentando uma sensação que nunca tinha experimentado (bom!):  viver cada cena do romance com uma nitidez especial, como se vendo cenas de um sonho já tido, ou de uma vida já vivida. Ler mais devagar, degustando a paisagem e o clima. Imagem em 4K.  Um prazer descoberto.  Reforçou gostosamente minha tese (aqui) de se escolher um autor pra chamar de seu, ler a obra inteira, reler...  Pensa mergulhar com intensidade na magia do mundo baiano, lendo a fundo Jorge Amado.  Ou do Sul, lendo Veríssimo (o Érico. O Luís Fernando é diferente).  Um universo a desbravar, a vivenciar... se você tiver tempo. Pra isso, ou pras outras coisas boas da vida, torço por você. Falando em torcida, na MEXEU_ACAN 2026, torci descarada e despeitadamente pela Espanha. Torcer é de coração (machucado). A razão, deixo pras análises, e aí já digo que Messi está na mesma prateleira do Pelé. Polêmico. Vão me encher... Mas sabe, os reis são de países, não são globais (ainda).  Cada país que tenha o seu. Assistindo o dvd “Pelé Eterno” vi jogadas geniais do rei brasileiro. Aqui é unanimidade. Já os hermanos terão que conferir os melhores lances de dois: Messi e Maradona. Qual vai carregar o cetro, é problema deles...

Messi, máquina de jogar futebol.
(foto: blog Flávio Gomes/Substack/AFA)

2 comentários:

  1. Viver do passado pra mim não refresca em nada as coisas velhas se passaram e td se fez novo é isso que importa sendo que há viventes que vivem totalmente no passado e não fazem nada pra si nem pro proximo

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  2. Eu tive sim pessoas próximas que morreram na COVID e hoje, li que uma médica e pesquisadora da Fiocruz, afirmou que as mortes podem ter ultrapassado 2 milhões, 3x mais que o número oficial. O nome dela é Margareth Dalcolmo.

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