segunda-feira, 25 de abril de 2016

CRUZADA ELEITORAL (12)

O Brittadeira segue sua peregrinação sobre a sucessão paulistana conversando com um político que pretende, “daqui a quatro ou oito anos”, estar preparado para se candidatar à prefeitura.  Trata-se do vereador José Police Neto, paulistano nascido na Aclimação e crescido em Moema, com direito ao colegial na cidade de São Carlos, onde foi morar com a avó após a separação dos pais.  Pai de uma filha, em 23/09 completa 44 anos.  Formado em Sociologia, está em seu 3º mandato como vereador.  

Police Neto entrevistado pelo Blog em seu gabinete na Câmara Municipal. 

Police Neto começou no setor público em 1994, no governo montado pelo então recém-eleito Mario Covas.  Na Assembleia Legislativa iniciou como assessor do deputado Walter Feldman.  Lá passou 10 anos se aprimorando no ambiente legislativo, e em 2004 teve sua primeira vitória eleitoral como vereador.  Era o candidato “zebrinha”, porque segundo Police “era uma campanha que inovava demais, não tinha banner, não tinha cavalete, não tinha nada, mas conseguimos um feito de ter 22 mil votos e acabei me elegendo”.

 Quando perguntado quais são suas principais contribuições à cidade ao longo de seus 12 anos de Câmara, Police não hesita em dizer que tudo começou com o tema da qualidade dos serviços público.  “Os municípios são prestadores por excelência de serviços públicos como saúde, educação, transporte, saneamento ( coleta e destinação de lixo,  iluminação, zeladoria dos espaços públicos). Se ele é um eminente prestador de serviço, fui atuar nessa área, nascendo aí o 1º projeto de lei nosso, que criou o código de proteção e defesa do usuário do serviço público (seria o Procom do serviço público).  Mas os executivos ainda engatinham em implantá-lo.  Se na área privada os serviços são muito cobrados, a gente queria que os serviços públicos fosse cobrados da mesma forma, prevendo inclusive o ressarcimento ao cidadão, que  aquela cota de serviço público de qualidade fosse ressarcido, se não fosse prestado. Queremos colocar isso como pauta para o próximo prefeito”, afirmou com entusiasmo Police.

Outro momento do seu mandato foi escrever a política municipal de inclusão digital, afirmando que a educação do setor público não teria a mesma qualidade que o setor privado, se não tiver essa tecnologia chegando aos alunos da escola pública.    “A gente é autor da 1ª política municipal de inclusão digital, pra levar ao aluno de baixa renda o que o mundo da tecnologia dá para os que têm mais renda. Parte dessas políticas foi implantada, parte ainda engatinha”, considerou.

O vereador relatou que tem uma forte atuação na área de planejamento urbano, apoiando os planos de bairro.  “Historicamente os planos de bairro são a maior bandeira para os que acreditam que a cidade se desenvolve a partir do bairro”, afirmou Police.  Os bairros têm realidades distintas, assentamentos locais distintos, até imigração e migração distintas, origens distintas.  Segundo Police o político pode estudar muito, reunir conhecimentos técnicos, mas quando se começa a discutir o bairro, a vila, ninguém sabe mais do que o cidadão, e se o poder público  souber trazer a população para isso, pode fazer uma grande inovação.  “Por isso eu sou autor do projeto dos conselhos participativos, são mais de 1100 conselheiros participativos na cidade, que nascem dessa idéia”, lembrou.

Sobre a criação do Conselho Participativo Municipal, Police Neto tem a história na ponta da língua, como protagonista que foi:  “Haddad manda a reforma administrativa para a Câmara, criando Controladoria,  secretarias de combate à violência racial, da mulher, etc., faz uma mudança no organograma, e acabou não mandando o maior pacto dele com o processo eleitoral, com a sociedade, que é trazer a presença da sociedade como cogestora da gestão nas subprefeituras.  A nossa lei orgânica traz esse nome, conselho de representantes, que foi derrubado no começo dos anos 2000 por uma ação do MP que interpretava que tinha uma sobreposição de poderes.  O que eu faço então  é apresentar minha tese do Conselho Participativo, que nasce em cada um dos distritos, tentando buscar a menor escala de organização da cidade.  Eleito e eleitores tinham que ser do mesmo território.  A pretensão era ser a casa legislativa local, pequenas câmaras municipais com o poder ou dever de fiscalizar os investimentos públicos feitos no território, coordenar a montagem dos planos de obras, ser a unidade que ia trabalhar os planos de bairro, para iniciar o debate de plano de bairro.  Você sai do ambiente do dia a dia, e passa a trabalhar o planejamento de para onde o bairro vai nos próximos 10, 15 anos.   Teve uma vibração na primeira eleição, depois teve uma queda, ficou a dúvida em ser conselho participativo ou consultivo, ou sou daqueles que acreditam que deve ser conselho consultivo, e trazer a população para o campo de real: quanto tem de recurso, o que pode ser feito...  O Haddad não apresentou o Conselho Participativo no projeto de reforma administrativa, então eu coloquei uma emenda apresentando o CP, e ganhou a condição de lei, que foi sancionada pelo prefeito.  A Câmara aceitou, apesar de ter tido alguma cara feia, porque alguns vereadores viram esses conselheiros como possíveis adversários no futuro”, relatou Police Neto.

O vereador tem orgulho de dois outros processos que ele julga “fundamentais para a cidade”:  A  regularização fundiária, porque parte ponderável da cidade inexiste do ponto de vista formal, e a criação da Cooordenadoria de Regularização Fundiária, que é a estrutura para a regularização fundiária sair do papel. “A Coordenadoria, vinculada à SEHAB, deve realizar nesse ano entrega de mais de 100 mil títulos de regularização fundiária”, informou Police. Junta-se a isso a questão da função social da terra urbana.  “Eu sou o autor da lei que criou a função social da propriedade, através do parcelamento compulsório, da edificação compulsória, do IPTU progressivo no tempo.  Onde a sociedade pagou a infra-estrutura, o proprietário não pode se apossar de tudo isso para ele, ele tem que devolver, empreendendo nessas regiões.  Hoje temos mais de 700 imóveis já notificados, na maior parte terrenos baldios, onde todo mundo sonha ter uma unidade de moradia, uma praça, e está vazio porque  o proprietário está especulando”, considerou.


“Sou dos poucos vereadores que não usam o  carro oficial, eu não tenho carro oficial, não tenho motorista, não gasto combustível.  Uso bicicleta 60 a 70% durante a semana é a bicicleta, quando não combinada com o transporte coletivo.  Uma ação muito importante é enfrentar a carro-dependência, que criou a nossa geração, que nasceu nos anos 1960.  Se o brasileiro ama o carro, pode amar mais a vida do que o carro”, afirmou Police Neto. 

Sobre as qualidades que um candidato a prefeito deve ter, ele elencou:

“1ª coisa:  conhecer muito a cidade.  Tem que conhecer a área pública, como vai gerir, administrar, como vai se relacionar com outras prefeituras desse macroentorno, como se relacionar com o Estado e com a União, tem que ser uma pessoa que conheça de verdade essas realidades e essas engrenagens.  Tem que entender a linguagem do povo e o que ele pede, e tem que entender também das regras de conhecimento técnico e científico.  Tem que ser o condutor do processo mas não o “faz-tudo”. Tem que ter simplicidade, não pode ser narcisista, ter o culto da própria imagem.  A sociedade é mais do que a gente.”

“2ª coisa:  tem que ter uma formação ética que não permita o poder te corromper, capaz de ser testada, antes e no processo eleitoral.”

“3ª coisa:  tem que amar muito essa cidade, tem que abandonar muita coisa no período em que for prefeito.  Quem quiser ser prefeito por quatro anos, avisa a família que vai ter quatro anos de 24 horas dedicadas a isso, tem que pedir autorização antes em casa, não pode pedir depois.  São quatro anos sabáticos de dedicação a isso.” 

Sobre o candidato a prefeito do seu partido (PSD), Police considera que “o Andrea Matarazzo é um quadro importante da cidade, que vem se esforçando pra compreender os seus problemas.  Mas mais do que um candidato, o PSD tem que ter uma candidatura que aponte os rumos que as cidade deve ter nos próximos quatro anos e nisso eu posso ajudar muito.  Eu acho que daqui a 10, 15, 20 anos teremos uma cidade com mais qualidade de vida do que nós temos hoje, não só por conta da força das idéias daqueles sucederão, mas porque a tecnologia ampliou o conhecimento.   Eu acredito sinceramente que a humildade do agente público, ao se permitir copiar o que dá certo em outros lugares, acomodar o que dá certo em outros lugares à nossa realidade, pode fazer São Paulo ser uma cidade muito melhor do que temos hoje. Humildade de saber que com responsabilidade, ao interpretar soluções usadas pelo mundo, a gente usando aqui economiza dinheiro, economiza sofrimento do nosso povo, antecipa os benefícios.  Mais a tecnologia, e menos a nossa capacidade de mudança, vai antecipar as transformações”.  

Police Neto é candidato ao 4º mandado consecutivo na Câmara Municipal em 2016.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (38)

Toda a nação passou o feriado de Tiradentes boquiaberta, acompanhando as notícias da queda da ciclovia no Rio de Janeiro...

Sinceramente, queria escrever - daria um livro grande - a história de vida do engenheiro que tinha a minha idade, viveu praticamente as mesmas coisas que eu, à maneira dele - única, e ontem, dia de Sol e beleza na cidade maravilhosa, pegou sua bike e, feliz e satisfeito, presumo, rumou para a morte na ciclovia Leme - São Conrado...   

Que destino crudelíssimo!

E que projeto (de R$ 45 milhões) porco!

E - buscando um breve sorriso na tragédia - que percepção essa abaixo!

fonte: Facebook

LANCES URBANOS (16)

Em tempos de crise de tudo, a de mobilidade urbana segue firme na cidade...  cada vez mais carros nas ruas, artérias entupidas às 23h30 é  corriqueiro!  Onde vamos parar, ninguém adivinha...   O que um dia parou de circular de verdade na cidade foi esse "papafila", como era conhecido esse misto de caminhão e ônibus, que rodou pela cidade há muito tempo.  Quando eu nasci (1963) não tinha mais, acho...  

Papafila no Vale do Anhangabaú.  (foto: Blog do Flávio Gomes)



sábado, 9 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (37)

Que tal se toda a gangue que desviou recursos da merenda escolar em São Paulo... ardesse no fogo do inferno?  Quem discutiria essa sentença?

foto: thegreenestpost.com



LANCES URBANOS (15)

Tem trechos em que o córrego Tremembé passa tão estreito, que nem parece o bom e velho córrego Tremembé...  

Ao cruzar a rua Imbiras, atrás da C&C da Manoel Gaya. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SAUDADES... (9)

Foi lá em 1984...  sempre gostei de cidades, então me inscrevi no curso opcional de Economia Urbana I, na PUC/SP, com o professor Celso Daniel. Ele tinha 33 anos.  Eu 21. Gostei tanto do curso que me inscrevi em Economia Urbana II, no 2º semestre. 

Tem quem não coloque a mão no fogo nem pelo pai...  Mas o Celso Daniel ficaria naquele 2º grupo, depois dos genitores, que se fosse o caso, e pensando bem, colocaríamos...

Pra dar aula sua roupa era quase um uniforme:  calça jeans relativamente justa, camiseta branca e... tênis All Star azul marinho cano baixo.   

Engenheiro, seu método de aula era ainda mais rigoroso: chegava na sala com poucas palavras, apagava a lousa e começava a escrever.  Literalmente enchia a lousa com o resumo da matéria.  Feito isso, começava a exposição, falando, falando, usando as mãos com tranquilidade, quase nos hipnotizando com conhecimento (certamente um ou outro dormia, e isso era problema só dele, aluno). Se rolava uma pergunta, ele colocava um dedo sobre a boca, olhava pra cima para uma rápida reflexão e mandava resposta.  Terminada a página, apagava a lousa e recomeçava...

Assim, por um ano, tive aula com um cara que depois, orgulhosamente, vi que seria prefeito de Santo André, depois seria coordenador de campanha do Lula em 2001...  Aí veio a triste reviravolta...   

Se teria sido diferente se ele tivesse seguido, difícil dizer... Mas parece que foi ali que tudo começou a desbarrancar...

Loucura, já faz 14 anos que ele se foi!  Mas é como se fosse hoje...

A lousa de Celso Daniel  (foto: rederecord.r7.com)



sábado, 2 de abril de 2016

CRUZADA ELEITORAL (11)

As peças do xadrez político estão sendo postas pra partida-relâmpago de 02 de Outubro. 

Já estavam na tabuleiro o recandidato Fernando Haddad (PT) e Marta Suplicy (PMDB). 

Definiu-se depois João Doria (PSDB), 99% de certeza, tucanos nunca se sabe...

Flana por aí em algum espaço de aproximação Celso Russomano (PRB). 

O PSD acolheu o dolorido Andrea Matarazzo, que fica no jogo...

As amarrações com os vices fazem os peões terem mais peso na partida.  Gabriel Chalita (indo pro PDT), que o diga.  Sem contar os mais nanicos...

Contagem regressiva...

(foto: centroxadrez.blogspot.com.br)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (36)

Me diz se é ou não é por aí...

Rodoanel Norte na Serra da Cantareira (foto: O Leão da Cantareira nº 209)

LANCES URBANOS (14)

Quando você cruza com um ser desses andando (literalmente, com quantas pernas?) bem no meio da urbanidade, a centenas de metros de uma praça ou de uma área verde, fica-se pensando em como a natureza é mágica...



domingo, 27 de março de 2016

SAUDADES... (8)

Ele não era jovenzinho quando despontou para o mundo: em 1974 Johan Cruyff já tinha 27 anos.  As TVs do planeta mostraram a primeira Copa a cores, e tinha que ser uma cor bem especial, laranja, a que revelou a grande seleção holandesa, vice-campeã.  Cruyff era o capitão daquele futebol revolucionário. 

Foi a primeira Copa que acompanhei.  Na sala do apartamento da av. 9 de Julho fiquei triste com a Holanda fazendo 2 a 0 e nos mandando embora da Alemanha... Cruyff deu o passe do primeiro gol, e fez o segundo...

Naquele tempo as imagens não corriam o mundo como hoje...  Mas veja AQUI quatro minutos de jogadas geniais do camisa 14 da Holanda, do Ajax e do Barcelona.  E me diga se não fica lado a lado com os maiores. 
Holanda e Argentina, Copa de 1974 na Alemanha. (foto: Blog Patadas y Gambetas/ UOL)
ET.: Na foto acima, Copa de 74, antes da partida com a Argentina.  Holanda 4 a 0!  Curiosamente, os dois capitães, Cruyff e Perfumo, morreram neste mês, com diferença de 14 dias...

domingo, 20 de março de 2016

LANCES URBANOS (13)

Ecoando a postagem mais abaixo, sobre a triste queda de uma aeronave no Jardim São Bento, por muito tempo o bairro da Casa Verde não recebeu prédios altos, por estar no cone de aproximação do Campo de Marte.  Diziam até que a proibição estava na legislação da cidade...  

Se havia, deve ter sido revogada:  o prédio da foto está na parte alta da rua Saguairu, com 25 andares. Os aviões ao pousarem no Anhembi estão mais baixos do que ele, a 500 metros dali...   Quem te viu e quem te vê, Casa Verde!

O velho e o novo na rua Saguairu, Casa Verde.



NÃO É POR AÍ... (36)

Toda morte ocorrida de forma violenta comove e faz pensar na razão das coisas acontecerem...

Uma pessoa ter uma carreira de tanto êxito, galgando ao longo de décadas a escada do sucesso profissional, e chegar ao topo de uma das maiores empresas do país.  E de lá conduzir essa empresa ao rol das maiores do mundo... Assim foi com Roger Agnelli. 

Quantas milhares de horas de vôo ao redor do planeta, conduzindo a Vale a incorporar parceiras na China, no Canadá, na África, como presidente da empresa durante 10 anos, tornando-se um dos maiores CEOs de sua geração... Quantas centenas de vezes não sentiu a emoção do avião decolar rumo a uma nova missão?

Então que concatenação do destino leva esse homem e toda sua família a desaparecer em uma rua sem saída do bairro da Casa Verde?...

Aeronave cai ao lado do Campo de Marte, matando Roger Agnelli e família
(foto: comte Hamilton/R7, in folhavitoria.com.br)



CRUZADA ELEITORAL (10)

É triste ver membros de uma família brigando, se digladiando às raias da separação, ir embora de casa batendo a porta...   Não se espera isso dentro de uma família. 

Então não dá pra entender isso acontecendo dentro do PSDB, com os dois candidatos se acusando mutuamente, se ofendendo reciprocamente...   a ponto de um deles abandonar a disputa e o partido...  (Leia AQUI). 

É o famoso "papelão"! 

Matarazzo e Doria...  hoje não podem se ver nem pintados!  (foto: Alex Silva - Estadão Conteúdo)

Esse partido quer ter alguma chance nas eleições de Outubro, agindo dessa forma?   

quinta-feira, 17 de março de 2016

NÃO É POR AÍ... (35)

De presidente a ministro... ué, como fica o registro na Carteira de Trabalho? 

No meu tempo rebaixamento de cargo na Carteira pegava mal... 


CRUZADA ELEITORAL (9)

O Brittadeira participou pela 2ª vez de uma reunião do Grupo de Trabalho de Democracia Participativa (GT-DP) da Rede Nossa São Paulo, que recebe pessoas interessadas em contribuir com esse tema. 

O blog participa para se informar e ficar atualizado da participação política, nesse momento que antecede as eleições municipais. 

No momento o GT-DP discute dois temas: a eleição direta para subprefeito, e a realização de um plebiscito com temas de interesse da cidade, junto às eleições. São questões que dependem de projetos a serem aprovados na Câmara Municipal, e a luta agora é fazer esses projetos passarem, com qualidade de conteúdo.  Um seminário sobre a eleição direta para subprefeito deve acontecer em Abril. 

Reunião do GT de Democracia Participativa. 

SHOW DE BOLA! (29)

Linda homenagem ao poeta Thiago de Mello, prestes a completar 90 anos, na Biblioteca Mario de Andrade. 

Um sarau harmonioso, sucessivos aplausos, abraços carinhosos, tudo isso recebeu o escritor amazonense que canta a liberdade conquistada pela dedicação, que canta a natureza preservada pela emoção, que canta o amor pela vida.

Escrevo esta canção porque é preciso,/ Se não a escrevo , falho com o pacto/ que tenho abertamente com a vida...

O poeta Thiago de Mello na biblioteca Mário de Andrade.





segunda-feira, 14 de março de 2016

SHOW DE BOLA! (28)

Metodologia Databritto pra calcular a massa humana na Paulista: 2.200 metros de avenida X 70 filas de pessoas lado a lado X 3 pessoas por metro linear + 15% de rotatividade e pessoas na ruas laterais. 

2.200 X 70 X 3 X 1,15 = 531.300 cidadãos.  


Foi bonita a festa, pá...

sábado, 12 de março de 2016

SAUDADES... (7)

Ouvi rock pela primeira vez com o ELP.  Por isso tô prá lá de triste ao saber da morte de Keith Emerson, líder da banda progressiva Emerson Lake & Palmer. 

Tinha vários LPs do grupo, que foram sumindo pelas estradas da vida.  Por isso agradeço á maravilhosa internet estar ouvindo o disco Tarkus nesse momento em que escrevo. (Ouça AQUI)

Carisma e virtuosismo eram as marcas de Emerson.  Quando os clipes ainda eram uma novidade, o vídeo do grupo no estádio Olímpico de Montreal vazio e gelado, em 1977, com Emerson liderando a tocata, é inesquecível (veja AQUI). 

Grande perda para o rock!
Keith Emerson (1944 - 2016) (foto: gunfreezone.net)

quarta-feira, 9 de março de 2016

CRUZADA ELEITORAL (8)

Com essa postagem nº 250, o Brittadeira inicia sua peregrinação política sobre a sucessão paulistana conversando com um político de boa reputação na Câmara Municipal.  “Tenho meu consultório médico, ganho meu sustento lá, vou ao Cangaíba todo Sábado, onde já operei junto à igreja Bom Jesus do Cangaiba quase 3 mil pessoas. O meu salário aqui gasto ele todo no exercício do mandato.  Muito do salário é gasto aqui”. O médico vereador é Gilberto Natalini.

Natalini recebe o Brittadeira em seu gabinete na Câmara

Natalini confirmou sua candidatura a um 5º mandato na Câmara, mas o foco do bate-papo foi a eleição para a prefeitura.  Sobre as qualidades necessárias para ser prefeito da cidade, ele relacionou: “o candidato tem que ter caráter, compromisso com a ética,não roubar dinheiro publico, não assaltar os cofres públicos, não transformar a prefeitura em um balcão de negócios”.

O vereador é filiado ao Partido Verde.  “O PV tem dois pré-candidatos: Eduardo Jorge e Roberto Trípoli. Tanto um quanto o outro leva bem o nome do PV. Mas não sabemos ainda se o PV vai bater martelo em candidato próprio ou se vai fazer uma conversa com outros partidos e buscar um candidato consensual.  Estamos estudando o caso”.

Natalini conduzindo a Conferência Produção Mais Limpa de 2015. 

Médico formado na Escola Paulista de Medicina há 40 anos, tendo morado em diversos bairros de São Paulo (apesar de carioca de nascença), Natalini listou as três contribuições que ele julga ter oferecido à cidade nesses 15 anos de Legislativo: 1 – “A dedicação imensa à cidade. Trabalho alguns dias até 18 horas”. 2 – “Absoluto compromisso com o mandato ético. Sou um carro usado na estrada dessa vida, mas desafio qualquer um as encontrar um arranhanzinho ético nessa lataria”.  3 – “As propostas que eu faço para a cidade.  Tenho 300 projetos de lei e 90 leis aprovadas”.


O blog confundiu a hora da conversa, e o vereador gentilmente atendeu em outro horário, porém com tempo mais curto.  Correria ao final, ele não escapou de ouvir que o Brittadeira entende que a cidade já chegou a um LIMITE, e não aceita mais candidaturas aventureiras ou despreparadas.  São Paulo precisa de uma equipe de pessoas entusiasmadas, devotadas, capacitadas, amantes de São Paulo, para junto com o(a) prefeito(a), de forma humilde e devotada, trabalhar em equipe para resgatar a qualidade de vida perdida na metrópole.