quinta-feira, 2 de junho de 2016

LANCES URBANOS (20)

Esse contraste arquitetônico na Casa Verde é marcante!  Por isso nunca resisto quando passo ali na rua Saguairu e clico essa cena (talvez repetida).  Hoje, quando fazia isso, uma senhora veio a mim e indagou se eu tinha a ver com o casarão abandonado...  É que ela - vizinha próxima - queria reclamar que deve ter "alguma coisa" morta no forro, porque grandes urubus tem vindo com frequência ao telhado...   Ao lado, tinindo de novo, nem inaugurado, um prédio residencial com 25 andares que vai ver passar pertinho os aviões que rumam ao Campo de Marte...  

Passado e futuro na rua Saguairu, Casa Verde Baixa.
É...  Campo de Marte que até uns anos atrás impedia o surgimento de espigões na Casa Verde, assim se dizia... 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

LANCES URBANOS (19)

Após uma longa estiagem, as primeiras chuvas levam para os córregos uma água preta e fétida, que representa o esgoto acumulado dos dutos, como se vê (e não se cheira rsrs) no córrego Carajás, no trecho exatamente ao lado do Novotel Center Norte, divisa de Santana com Vila Guilherme.  Um dia nossos córregos serão cristalinos, sonhemos com isso, sonhar é saudável...


LANCES URBANOS (18)

O Dicionário de Ruas da prefeitura relata que Irineu Morato nasceu em 1894 em Piracicaba, sendo o primeiro cidadão a vir morar na Casa Verde Alta, onde teve uma "vivência comunitária exemplar". Faleceu em 1972 e hoje é homenageado no bairro, como atesta essa combalida placa de rua...


LANCES URBANOS (17)

Que casinha à moda antiga na Casa Verde,  rua Carandaí, a meros 5 km do centro!


segunda-feira, 16 de maio de 2016

NÃO É POR AÍ... (41)

Criar CPMF, reformar a previdência... mas com os ganhos do sistema financeiro ninguém mexe.   Os banqueiros há séculos aprimoram a expertise de faturar com juros alto... Meirelles é banqueiro...  vai mexer?

Estadão impresso de hoje, 16/05/2016



quinta-feira, 12 de maio de 2016

NÃO É POR AÍ... (40)

Não começou bem, sei lá!  Muito riso, muito tapinha nas costas, muita piscadela de olho no primeiríssimo ato oficial do governo de transição, a posse dos ministros.  Eu queria mais seriedade, ou melhor, eu queria algo que não me lembrasse a euforia juvenil de posse do centro acadêmico, que tinha muita festa, tinha muita promessa, e se ninguém cumprisse nada do que prometeu, não faria diferença...   

Michel Temer assumiu na saída da presidente e vai ter que provar que não é um Valdir Maranhão na saída do presidente da Câmara...  Vai depender do esforço dos seus ministros pra isso. Mas não o vi chamando a tripulação pra cobrar seriedade, pra cobrar profissionalismo, pra cobrar extrema dedicação ao desafio de tirar o Brasil da rota de desastre...

Quero acreditar que Temer não é Maranhão...  Mas ele que prove isso!  E rápido! A nação está de olho!  Pau que bate em Chico bate em Francisco...

12 de Maio de 2016 entrará na história.  Pelo sucesso ou pelo fracasso?  (foto: g1.globo.com)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

CRUZADA ELEITORAL (14)

O Brittadeira tentará contato com todos os candidatos a prefeito, visando conhecer suas posições e contribuir para a árdua missão de trazer mais qualidade de vida para os moradores da cidade.  Assim acompanhou a vinda do pré-candidato João Doria (PSDB) à região do Jaçanã na tarde de 07/05, para uma reunião com lideranças locais.

João Doria no Jaçanã

João Doria começou com um discurso empolgado: “Nós queremos o novo! Eu quero ser um agente transformador, inovador!  São Paulo precisa de uma ação transformadora!”   Em seguida informou que as subprefeituras ganharão novo nome:  “prefeituras regionais”, e que para ser subprefeito, ou “prefeito regional”, o escolhido terá que:  1 – ser residente no bairro.  2 – ter ficha limpa. 3 – ter um currículo mínimo, ter uma capacidade mínima para o cargo.

Uma plataforma importante sua será a “São Paulo Cidade Digital”, com o que o pré-candidato pretende digitalizar os processos.  “Vamos operar a cidade 24 horas por dia!”.  Doria anuncia muita intervenção tecnológica no relacionamento da população com os serviços da prefeitura.  Prometeu ar condicionado nos ônibus, reforçar a frota verde de ônibus.  Ele subiu o tom de voz para anunciar que,  imediatamente após a posse, vai voltar a velocidade máxima nas Marginais para 70 e 90 Km/h. 

Insistiu que vai investir numa nova gestão da cidade, com autoridade, porque “falta coragem para tomar decisões”, afirmou.  “Metade do meu período de trabalho será na prefeitura, e metade será nas ruas”, também afirmou.  Sobre a Saúde, disse que não é contra o sistema de OSs (Organizações Sociais) dirigindo as unidades, mas é contra a ineficiência delas.  Reforçou que o maior problema da Saúde é gestão.  Doria quer conveniar OSs para criar vagas de creche, e fazer uma fiscalização competente desses convênios. 

Para anotar: Doria afirmou que vem para cumprir quatro anos e não ser reeleito.  “Não sou candidato à reeleição!”, enfatizou.  Mas quer fazer em quatro anos o que seria feito em oito...   Mais de uma vez sublinhou que vai abrir espaço para os jovens em sua gestão.


A decepção ficou com a finalização abrupta do encontro.  Doria não respondeu adequadamente às poucas perguntas que puderam ser feitas, devido à urgência com que precisava encerrar a reunião, alegando problema de última hora.  A situação do Hospital São Luiz Gonzaga não foi detalhada, as questões de meio ambiente passaram batido... Mais informações sobre como serão escolhidos os subprefeitos, ou “prefeitos regionais”, entre outras questões, aguardarão o retorno do pré-candidato à região, com mais tempo para ouvir e falar aos eleitores. 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

SHOW DE BOLA! (30)

Se essa foto de Dida Sampaio/ Estadão não concorrer a melhor do ano na categoria política, ou melhor, na categoria TODAS, eu, como diziam os antigos, "como o meu chapéu!" 

A chama olímpica pela lente atenta de Dida Sampaio/ Estadão

CRUZADA ELEITORAL (13)

Na Cruzada Eleitoral (11) mais abaixo relacionei os grandes caciques que querem tomar conta da taba paulistana a partir de Janeiro...  

Mas tem os caciquinhos também!   Um monte deles.  Vamos lá...

Tem Luiza Erundina (PSOL)...  já deu né titia?

Tem Laercio Benko (PHS)...  vereador na ativa (?)

Tem Ricardo Young (Rede)... gosta de uma carreira solo...

Tem Delegado Olim (PP)...  teve voto pra caramba pra deputado e eu nunca tinha ouvido falar no cara...

Tem Levi Fidelix (PRTB)... pelamordeDeus!...

E pra consumo interno da ZN tem Major Olímpio (Solidariedade), tem Denise Abreu (PMB), e tem até João Bico (PSDC)...

Que vai ser divertido ver essa corrida no jockey, vai...

Caciquinha titia Erundina vai tentar emplacar novamente... (foto: brasil247.com)



SAUDADES... (10)

Meu primeiro compacto simples a "furar" na vitrola, foi de tanto ouvir Billy Paul sussurando, rouco,  apaixonado,  Me and Mrs Jones, mrs Jones, mrs Jones...    

(foto: cinetelerevue.be)
Mas não é que nos últimos dias me pego cantando só o swing animado Thank you babe, for saving my live, for picking me up...   Grande Billy!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

CRUZADA ELEITORAL (12)

O Brittadeira segue sua peregrinação sobre a sucessão paulistana conversando com um político que pretende, “daqui a quatro ou oito anos”, estar preparado para se candidatar à prefeitura.  Trata-se do vereador José Police Neto, paulistano nascido na Aclimação e crescido em Moema, com direito ao colegial na cidade de São Carlos, onde foi morar com a avó após a separação dos pais.  Pai de uma filha, em 23/09 completa 44 anos.  Formado em Sociologia, está em seu 3º mandato como vereador.  

Police Neto entrevistado pelo Blog em seu gabinete na Câmara Municipal. 

Police Neto começou no setor público em 1994, no governo montado pelo então recém-eleito Mario Covas.  Na Assembleia Legislativa iniciou como assessor do deputado Walter Feldman.  Lá passou 10 anos se aprimorando no ambiente legislativo, e em 2004 teve sua primeira vitória eleitoral como vereador.  Era o candidato “zebrinha”, porque segundo Police “era uma campanha que inovava demais, não tinha banner, não tinha cavalete, não tinha nada, mas conseguimos um feito de ter 22 mil votos e acabei me elegendo”.

 Quando perguntado quais são suas principais contribuições à cidade ao longo de seus 12 anos de Câmara, Police não hesita em dizer que tudo começou com o tema da qualidade dos serviços público.  “Os municípios são prestadores por excelência de serviços públicos como saúde, educação, transporte, saneamento ( coleta e destinação de lixo,  iluminação, zeladoria dos espaços públicos). Se ele é um eminente prestador de serviço, fui atuar nessa área, nascendo aí o 1º projeto de lei nosso, que criou o código de proteção e defesa do usuário do serviço público (seria o Procom do serviço público).  Mas os executivos ainda engatinham em implantá-lo.  Se na área privada os serviços são muito cobrados, a gente queria que os serviços públicos fosse cobrados da mesma forma, prevendo inclusive o ressarcimento ao cidadão, que  aquela cota de serviço público de qualidade fosse ressarcido, se não fosse prestado. Queremos colocar isso como pauta para o próximo prefeito”, afirmou com entusiasmo Police.

Outro momento do seu mandato foi escrever a política municipal de inclusão digital, afirmando que a educação do setor público não teria a mesma qualidade que o setor privado, se não tiver essa tecnologia chegando aos alunos da escola pública.    “A gente é autor da 1ª política municipal de inclusão digital, pra levar ao aluno de baixa renda o que o mundo da tecnologia dá para os que têm mais renda. Parte dessas políticas foi implantada, parte ainda engatinha”, considerou.

O vereador relatou que tem uma forte atuação na área de planejamento urbano, apoiando os planos de bairro.  “Historicamente os planos de bairro são a maior bandeira para os que acreditam que a cidade se desenvolve a partir do bairro”, afirmou Police.  Os bairros têm realidades distintas, assentamentos locais distintos, até imigração e migração distintas, origens distintas.  Segundo Police o político pode estudar muito, reunir conhecimentos técnicos, mas quando se começa a discutir o bairro, a vila, ninguém sabe mais do que o cidadão, e se o poder público  souber trazer a população para isso, pode fazer uma grande inovação.  “Por isso eu sou autor do projeto dos conselhos participativos, são mais de 1100 conselheiros participativos na cidade, que nascem dessa idéia”, lembrou.

Sobre a criação do Conselho Participativo Municipal, Police Neto tem a história na ponta da língua, como protagonista que foi:  “Haddad manda a reforma administrativa para a Câmara, criando Controladoria,  secretarias de combate à violência racial, da mulher, etc., faz uma mudança no organograma, e acabou não mandando o maior pacto dele com o processo eleitoral, com a sociedade, que é trazer a presença da sociedade como cogestora da gestão nas subprefeituras.  A nossa lei orgânica traz esse nome, conselho de representantes, que foi derrubado no começo dos anos 2000 por uma ação do MP que interpretava que tinha uma sobreposição de poderes.  O que eu faço então  é apresentar minha tese do Conselho Participativo, que nasce em cada um dos distritos, tentando buscar a menor escala de organização da cidade.  Eleito e eleitores tinham que ser do mesmo território.  A pretensão era ser a casa legislativa local, pequenas câmaras municipais com o poder ou dever de fiscalizar os investimentos públicos feitos no território, coordenar a montagem dos planos de obras, ser a unidade que ia trabalhar os planos de bairro, para iniciar o debate de plano de bairro.  Você sai do ambiente do dia a dia, e passa a trabalhar o planejamento de para onde o bairro vai nos próximos 10, 15 anos.   Teve uma vibração na primeira eleição, depois teve uma queda, ficou a dúvida em ser conselho participativo ou consultivo, ou sou daqueles que acreditam que deve ser conselho consultivo, e trazer a população para o campo de real: quanto tem de recurso, o que pode ser feito...  O Haddad não apresentou o Conselho Participativo no projeto de reforma administrativa, então eu coloquei uma emenda apresentando o CP, e ganhou a condição de lei, que foi sancionada pelo prefeito.  A Câmara aceitou, apesar de ter tido alguma cara feia, porque alguns vereadores viram esses conselheiros como possíveis adversários no futuro”, relatou Police Neto.

O vereador tem orgulho de dois outros processos que ele julga “fundamentais para a cidade”:  A  regularização fundiária, porque parte ponderável da cidade inexiste do ponto de vista formal, e a criação da Cooordenadoria de Regularização Fundiária, que é a estrutura para a regularização fundiária sair do papel. “A Coordenadoria, vinculada à SEHAB, deve realizar nesse ano entrega de mais de 100 mil títulos de regularização fundiária”, informou Police. Junta-se a isso a questão da função social da terra urbana.  “Eu sou o autor da lei que criou a função social da propriedade, através do parcelamento compulsório, da edificação compulsória, do IPTU progressivo no tempo.  Onde a sociedade pagou a infra-estrutura, o proprietário não pode se apossar de tudo isso para ele, ele tem que devolver, empreendendo nessas regiões.  Hoje temos mais de 700 imóveis já notificados, na maior parte terrenos baldios, onde todo mundo sonha ter uma unidade de moradia, uma praça, e está vazio porque  o proprietário está especulando”, considerou.


“Sou dos poucos vereadores que não usam o  carro oficial, eu não tenho carro oficial, não tenho motorista, não gasto combustível.  Uso bicicleta 60 a 70% durante a semana é a bicicleta, quando não combinada com o transporte coletivo.  Uma ação muito importante é enfrentar a carro-dependência, que criou a nossa geração, que nasceu nos anos 1960.  Se o brasileiro ama o carro, pode amar mais a vida do que o carro”, afirmou Police Neto. 

Sobre as qualidades que um candidato a prefeito deve ter, ele elencou:

“1ª coisa:  conhecer muito a cidade.  Tem que conhecer a área pública, como vai gerir, administrar, como vai se relacionar com outras prefeituras desse macroentorno, como se relacionar com o Estado e com a União, tem que ser uma pessoa que conheça de verdade essas realidades e essas engrenagens.  Tem que entender a linguagem do povo e o que ele pede, e tem que entender também das regras de conhecimento técnico e científico.  Tem que ser o condutor do processo mas não o “faz-tudo”. Tem que ter simplicidade, não pode ser narcisista, ter o culto da própria imagem.  A sociedade é mais do que a gente.”

“2ª coisa:  tem que ter uma formação ética que não permita o poder te corromper, capaz de ser testada, antes e no processo eleitoral.”

“3ª coisa:  tem que amar muito essa cidade, tem que abandonar muita coisa no período em que for prefeito.  Quem quiser ser prefeito por quatro anos, avisa a família que vai ter quatro anos de 24 horas dedicadas a isso, tem que pedir autorização antes em casa, não pode pedir depois.  São quatro anos sabáticos de dedicação a isso.” 

Sobre o candidato a prefeito do seu partido (PSD), Police considera que “o Andrea Matarazzo é um quadro importante da cidade, que vem se esforçando pra compreender os seus problemas.  Mas mais do que um candidato, o PSD tem que ter uma candidatura que aponte os rumos que as cidade deve ter nos próximos quatro anos e nisso eu posso ajudar muito.  Eu acho que daqui a 10, 15, 20 anos teremos uma cidade com mais qualidade de vida do que nós temos hoje, não só por conta da força das idéias daqueles sucederão, mas porque a tecnologia ampliou o conhecimento.   Eu acredito sinceramente que a humildade do agente público, ao se permitir copiar o que dá certo em outros lugares, acomodar o que dá certo em outros lugares à nossa realidade, pode fazer São Paulo ser uma cidade muito melhor do que temos hoje. Humildade de saber que com responsabilidade, ao interpretar soluções usadas pelo mundo, a gente usando aqui economiza dinheiro, economiza sofrimento do nosso povo, antecipa os benefícios.  Mais a tecnologia, e menos a nossa capacidade de mudança, vai antecipar as transformações”.  

Police Neto é candidato ao 4º mandado consecutivo na Câmara Municipal em 2016.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (38)

Toda a nação passou o feriado de Tiradentes boquiaberta, acompanhando as notícias da queda da ciclovia no Rio de Janeiro...

Sinceramente, queria escrever - daria um livro grande - a história de vida do engenheiro que tinha a minha idade, viveu praticamente as mesmas coisas que eu, à maneira dele - única, e ontem, dia de Sol e beleza na cidade maravilhosa, pegou sua bike e, feliz e satisfeito, presumo, rumou para a morte na ciclovia Leme - São Conrado...   

Que destino crudelíssimo!

E que projeto (de R$ 45 milhões) porco!

E - buscando um breve sorriso na tragédia - que percepção essa abaixo!

fonte: Facebook

LANCES URBANOS (16)

Em tempos de crise de tudo, a de mobilidade urbana segue firme na cidade...  cada vez mais carros nas ruas, artérias entupidas às 23h30 é  corriqueiro!  Onde vamos parar, ninguém adivinha...   O que um dia parou de circular de verdade na cidade foi esse "papafila", como era conhecido esse misto de caminhão e ônibus, que rodou pela cidade há muito tempo.  Quando eu nasci (1963) não tinha mais, acho...  

Papafila no Vale do Anhangabaú.  (foto: Blog do Flávio Gomes)



sábado, 9 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (37)

Que tal se toda a gangue que desviou recursos da merenda escolar em São Paulo... ardesse no fogo do inferno?  Quem discutiria essa sentença?

foto: thegreenestpost.com



LANCES URBANOS (15)

Tem trechos em que o córrego Tremembé passa tão estreito, que nem parece o bom e velho córrego Tremembé...  

Ao cruzar a rua Imbiras, atrás da C&C da Manoel Gaya. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SAUDADES... (9)

Foi lá em 1984...  sempre gostei de cidades, então me inscrevi no curso opcional de Economia Urbana I, na PUC/SP, com o professor Celso Daniel. Ele tinha 33 anos.  Eu 21. Gostei tanto do curso que me inscrevi em Economia Urbana II, no 2º semestre. 

Tem quem não coloque a mão no fogo nem pelo pai...  Mas o Celso Daniel ficaria naquele 2º grupo, depois dos genitores, que se fosse o caso, e pensando bem, colocaríamos...

Pra dar aula sua roupa era quase um uniforme:  calça jeans relativamente justa, camiseta branca e... tênis All Star azul marinho cano baixo.   

Engenheiro, seu método de aula era ainda mais rigoroso: chegava na sala com poucas palavras, apagava a lousa e começava a escrever.  Literalmente enchia a lousa com o resumo da matéria.  Feito isso, começava a exposição, falando, falando, usando as mãos com tranquilidade, quase nos hipnotizando com conhecimento (certamente um ou outro dormia, e isso era problema só dele, aluno). Se rolava uma pergunta, ele colocava um dedo sobre a boca, olhava pra cima para uma rápida reflexão e mandava resposta.  Terminada a página, apagava a lousa e recomeçava...

Assim, por um ano, tive aula com um cara que depois, orgulhosamente, vi que seria prefeito de Santo André, depois seria coordenador de campanha do Lula em 2001...  Aí veio a triste reviravolta...   

Se teria sido diferente se ele tivesse seguido, difícil dizer... Mas parece que foi ali que tudo começou a desbarrancar...

Loucura, já faz 14 anos que ele se foi!  Mas é como se fosse hoje...

A lousa de Celso Daniel  (foto: rederecord.r7.com)



sábado, 2 de abril de 2016

CRUZADA ELEITORAL (11)

As peças do xadrez político estão sendo postas pra partida-relâmpago de 02 de Outubro. 

Já estavam na tabuleiro o recandidato Fernando Haddad (PT) e Marta Suplicy (PMDB). 

Definiu-se depois João Doria (PSDB), 99% de certeza, tucanos nunca se sabe...

Flana por aí em algum espaço de aproximação Celso Russomano (PRB). 

O PSD acolheu o dolorido Andrea Matarazzo, que fica no jogo...

As amarrações com os vices fazem os peões terem mais peso na partida.  Gabriel Chalita (indo pro PDT), que o diga.  Sem contar os mais nanicos...

Contagem regressiva...

(foto: centroxadrez.blogspot.com.br)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

NÃO É POR AÍ... (36)

Me diz se é ou não é por aí...

Rodoanel Norte na Serra da Cantareira (foto: O Leão da Cantareira nº 209)

LANCES URBANOS (14)

Quando você cruza com um ser desses andando (literalmente, com quantas pernas?) bem no meio da urbanidade, a centenas de metros de uma praça ou de uma área verde, fica-se pensando em como a natureza é mágica...