É aquilo, sinto que minha
biblioteca é viva. É um troca-troca, ou antes, um entra-e-sai de livros como se
fosse coisa viva, tipo cobra trocando a pele. A técnica pra isso, mencionei
aqui, é a técnica do banheiro. A única
arte disso é a meticulosidade de seguir livro a livro, a partir da estante mais
alta, da esquerda pra direita, depois descendo pelas estantes, assim: toda manhã ou à tarde (raro à noite), ao ir
ao banheiro para o mais demorado, pegar o livro seguinte na estante e levar. Abrir a esmo ou ler a introdução, é ao gosto
do leitor, ora rei, no trono, só ele e a leitura, com tempo para uma, duas ou três
páginas, conforme a densidade... Livro
talvez não aberto há meses. Ou
anos... É o seu teste de fogo, o tudo ou
nada. Agradou? Mostrou firmeza? Volta. Não agradou? Embromou? Descarga! E assim aos poucos vai abrindo espaço (tá
apertado!) pra livros chegando: tem Bienal agora, em seguida a Feira da PUC, e
aí uma livraria de rua (da Tarde? da Travessa?), pra me redimir das esbórnias
anteriores... Acontece que outro dia, no
teste, me veio às mãos esse A Importância
de Viver, de Lin Yutang. Edição de
1976, da deliciosa Círculo do Livro (aqui). Veio dos livros de mamãe. Por que raios ela chegou a esse autor, que
gostava, não sei. Seria porque achava
chique falar “linhutangui”, como falava?
Não sei. Adoraria saber. Olha jovem, ou nem tão jovem, mas que ainda
tem mãe, explore saber coisas dela, por ela, antes que seja tarde, entendeu
filho distante, filha ocupada? Mas então, Lin Yutang relata uma China (um chinês)
que não existe mais, acho. O Ocidente
maculou a China e ela virou isso que vemos: é de abismar as cyber-cidades chinesas... Só que a velha China tem o que ensinar, e não
é como transformar o comunismo em capitalismo de Estado. Estamos falando de viver à moda antiga... Junta
Confucionismo, Taoísmo e Budismo (menos) em uma cabeça inteligente e sensível,
e dá um troço (livro!) interessante... Resumo: A
Importância não voltou pra estante, nem foi pra descarga: pousou com
carinho no criado-mudo e estou lendo. Uma civilização de 4000 anos tem um DNA
sábio... Já nós aqui, do alto (baixo)
dos 526 e um DNA transgênico, vemos vindo aquela nuvem plúmbea que eu disse
aqui... e nem é nuvem, é um tsunami de esgoto! Olha ele ali! E cresce. Não vê? Só eu perdendo o sono?
terça-feira, 1 de setembro de 2026
LENDO.ORG (80)
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Cheguei ao Lin através de uma exposição do mario quintana, que o traduziu. Levei o livro pra Bahia em li em Trancoso e porto seguro. De fato a china é superior, muito Pano pra manga. Tempos depois comprei por um real a importância de conhecer, do Lin. Esse ainda é superior são dezenas de autores de 2 mil falando como se vive bem.pra findar Felizes os que conheceram a Zeti
ResponderExcluirEsse texto não me cheirou tão bem quanto aos anteriores lidos aqui, nessa "caixa de brita". Mesmo assim abstraí duas questões importantes. A primeira diz respeito ao "Circulo do Livro" dos anos 1970 quando vendedores batiam à porta das casas não para vender livros, mas a "Revista do Livro", à qual você pagava uma taxa mensal para receber, digamos 50 reais de hoje e essa mensalidade te dava o direito de escolher um livro mostrado pela revista que era entregue em sua casa de graça na semana seguinte. Era assim na primeira compra da revista você pagava na hora e já escolhia um livro. No mês seguinte, o vendedor te trazia uma nova revista e você indicava o livro que escolheu no mês anterior para levarem na sua porta dias depois. Esse vai e vem começou ficar caro para as editoras e não durou muito tempo. O outro assunto é a China milenar, muito diferente da China atual. Quando caiu o Muro de Berlim e a União Soviética foi pro vinagre, os chineses se reuniram para discutir o que aconteceu. Concluíram que o regime soviético caiu porque não havia consumo. Criaram então o regime comunista-consumista e o país é esse que temos hoje, com capacidade até de dominar o mundo, o Trump que o diga.
ResponderExcluirDá pra entender porque não cheirou bem! Rsrsr tbm não me encantou os detalhes da localização da leitura.
ExcluirEnquanto temos mãe tem umas perguntas importantes para serem escritas e nunca esquecidas, como saber se fomos amamentado e por quanto tempo, pode dizer algo sobre nossa saúde. Quando aprendemos a falar, sé éramos choramingão. Chato pra comer ou do tipo guloso. Valente? Tomamos todas as vacinas? Quais doenças pegamos? Tínhamos pesadelos ou sonambulismo? Que tipo de criança éramos... tivemos o incentivo a leitura desde a infância? Tantas perguntas ficaram por fazer...
ResponderExcluirAhh, não disse acima que esse livro a gente pode escolher por causa da bela capa, simplesmente.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA destruição da velha e sábia China começou bem antes com a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung que quis enfiar goela abaixo a luta de classes para a outrora pacífica sociedade chinesa. A turma de Xi Jinping só completou o serviço robotizado os cidadãos chineses e seduzindo-os com as 'delícias' do capitalismo e do consumismo.
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