segunda-feira, 14 de setembro de 2026

E AÍ? (16)

Fui à Bienal afogar as mágoas. Nunca foi isso, sempre foi livros. Tipo “nunca foi sorte, sempre foi Deus” que se lê nuns carros devotos, como se Deus não fosse sorte...  E como se a sorte não fosse você...  Logo você é Deus, não?  Ou pelo menos filho. “Quem sai aos seus não degenera”...  E quem é filho de degenerado?  Pois é. Fui afogar as mágoas em águas boas.  Fui buscar consolo na minha bolha e olha que encontrei esperança...  A gente sempre sai esperançoso da nossa bolha querida. Efeito reiteração. Quem vai dizer que um espaço regado a livros não é um espaço bom?  Nessa bolha estou em casa e convido a todos (acabou!). Mas olha, não é em toda bolha que a gente entra, porque perder o juízo em bolha furada, é como trair e coçar, é só começar...  E o que tem de bolha ruim, pútrida até... Mas fui no último dia (inédito), um pouco pelos descontos (teve) , um pouco pra ver como era isso (lo-ta-da), e muito pelo gentil convite que ganhei do CLC, que fui visitar lá em Dois Irmãos, pelo primoroso trabalho que faz (aqui).  Alegria e consolo, nos livros, vai ser até o fim da vida, quando a biblioteca (seleta) de 1200 volumes será reduzida (depurada) a um único (último), ao qual irei abraçado para a terra ou para o fogo. Mas isso é futuro. Agora, quem me via pelos corredores do Anhembi, via um cara meio sorrisos, um cara meio tristonho...  Um olho nos livros, outro olho no país lá fora... Ia cheio de mágoas, de medo do pior acontecer. O Brasil está em perigo como nunca antes. Como nunca antes.  Lembra quando “extrema-direita” parecia coisa de outro planeta, e mesmo assim assustava a gente como o diabo? Agora tá aí e estão achando normal... Fala sério, onde vai nos levar o oportunismo farofeiro e a ignorância em seu mais alto (baixo) grau? Que houve com o país tropical e bonito por natureza, que flerta com a desgraça? Vai votar mesmo em quem nunca disse ou dirá a palavra cultura? Mas entre livros (bolhinha) ganhei esperança.  E aí? E aí é sair cutucando quem tá por perto... Ver se explode umas bolhas!

No universo dos livros há esperança...


30 comentários:

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    1. Talvez mais doloridas do que belas, não sei Nani... Obrigado!!

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  2. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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  3. Gostei do Blog! E bora meter o pé na porta das panelas e das bolhas!

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    1. Isso mesmo! Com a garra das destemidas Ferrabraz do Ceará! Valeu Ratto!!

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  4. Tempos difíceis, como mudar o estouro de uma boiada, quando o gado só escuta o berrante da fake News.

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    1. Você foi preciso. Ou precisa rsrs. Obrigado!!

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  5. Minha chatice anda de implicância com muvuca, mas o Everton é de tirar o fôlego. Abraços
    KW

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    1. Evento, não Everton. Rs

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    2. Bom, livros e muvuca foi o que mais teve mesmo no último dia... Acho que em todos os dias. Valeu!

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  6. Bienal do Livro, um ótimo lugar para fugir da presença de bolsominions

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  7. O texto saiu com um tom triste, apesar da esperança que a companhia dos livros proporciona...

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    1. Acho que percebeu bem, a tristeza foi um certo traço dominante... mas a esperança venceu. Vamos em frente. Valeu Mau, amigo de mais de 50 anos...

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  8. Felipe Duarte de Paula16 de setembro de 2026 às 10:02

    Apesar dos pesares, sempre prefiro a esperança, Britto. Como disse o Luiz Schwarcz, foi a "Bienal da esperança". Quem sabe essa luz não foi irradiada para outubro? Abraços!

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    1. Ah, o Luiz disse isso? Mas ele não vale: a fila pra pagar na Cia das Letras tinha mais de 100 metros de extensão. Pra pagar!! rsrs. Mas sim, tenhamos esperança sim... Valeu Felipe. Nos vemos no lançamento do seu livro no Sábado 26.

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  9. Massa a questão da Bienal e sua maravilhosa relação com os livros. E me junto à preocupação com esses tempos escatológicos em que a extrema direita se enraizou em nossa vida cotidiana. Preocupante demais!

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    1. Salve Sidney! Haveremos de superar esses tempos escatológicos sim! Lembranças aí no Recife!!

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  10. Eduardo, texto muito bem escrito e que nos convida a refletir sobre nosso tempo. Continuo triste e pessimista. Será que baixou um estado de espírito lusitano?

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    1. "Guardemos o pessimismo para dias melhores." Não é demais essa frase do Frei Beto? Obrigado!!

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  11. Lindo e profundo! Amei 💗

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  12. Caro Brittadeira. Deus não é sorte. Deus é esperança e amor unidos em uma simples palavra: Fé. A Bienal é esperança e fé que um dia a população desenvolva o gosto pela cultura e não caia na esparrela do autoritarismo. Isso só se consegue através dos livros. Não tenho medo do que possa vir a acontecer. Como disse certa vez o compositor Luiz Vieira, "quem tem fé não tem medo de assombração, eu tenho Jesus Cristo no meu coração".

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    1. Amei! Sabe Geraldo, acho que todos temos o Cristo no coração. Só que nem todos se atentam a isso, e não mantêm contato com Ele. Ele espera uma iniciativa nossa pra faiscar, jogar luz e sabedoria. Os livros, o ato de ler, podem nos aproximar desse Cristo esquecido. Ai tudo se ilumina. Parando pra pensar, não vou dizer: Ah, que Deus nos ajude a... Deus já nos deu o Cristo no coração. Agora depende da nós Valeu!!

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  13. Muitas compras, bons livros pra espantar os maus espíritos e renovar a esperança por dias melhores..

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    1. Bons livros com certeza. Pra espantar os maus espíritos e renovar a esperança... Puxa, você acertou na mosca, Áurea! rsrs. Obrigaduuu!!

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  14. Nunca fui a uma Bienal. Sempre calha com dias de trabalho. É como "Nunca te vi, sempre te amei". Se o tempo da política se turvar, talvez nas bienais e na leitura encontremos algum abrigo.

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    1. Soube outro dia que apenas São Paulo, Rio e Recife têm Bienais do Livros. Juiz de Fora precisa criar uma!! Aí você não vai perder nenhuma! rsrs. Ah sim, livros já são ótimo abrigo. Valeu primo!!

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  15. Não nos deixemos abater pela onda pessimista. É hora de respirar fundo e colocar todas as energias para mostrar a força do equilíbrio e da razão na eleição que se avizinha. Fora familícia! Os livros? Continuarão mostrando caminhos, reflexões e deleites.

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    1. Adorei isso dos livros mostrando caminhos, reflexões e deleites. Vou até anotar! Valeu Gyrons!!

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