O que a IA tem feito com imagens e vídeos, me empurra cada vez mais para os livros físicos e pronto. Não porque pedi, o Face (leu pensamento?) agora inventa de mandar (com movimento!) fotos de mulheres sensuais no reel. E põe sensuais nisso... Como nunca cliquei num reel, não sei onde as imagens insinuantes me levariam... Ou sei: a um vício de olhar. Resisto. O amigo Fred, que faz audiovisuais, me explica que tem programas sofisticadíssimos (e pagos) que fazem brincando essas criações satânicas. Essas deformações voltadas para o gozo instantâneo. Tipo crack sabe? Então volto para os livros, que estão para aquilo como se maconha fossem... Não fumo há anos (saudades?), mas li 30 livros em 2025. O mesmo em 2024. Teria superado, não fosse O Idiota me prendendo com suas 600 páginas desde Outubro! Não li mais que 20 páginas numa tacada. Aí fica difícil... Não largo porque me enturmei com os personagens, a algazarra de nomes russos tão exóticos, tão diferentes dos nossos Cunha Botelho, Almeida, Melo do Amaral... Tipo (as belas) Aglaia Ivanovna Epantchin e Nastassia Filippovna Barechkov... O segundo nome remete ao pai. São filhas de Ivan e Filipp, respectivamente. Li 13 romances e 17 não-ficção (na foto os diletos). Para 2026 não sei, queria ler só Hermann Hesse. Um ano de Hesse me deixaria tão consciente, tão elevado (chato?) que nem sei... Agora, com não-ficção, defini um método outro dia (também por isso parei nos 30): puxar um livro da biblioteca, por um ou dois dias. Ler as páginas iniciais ou salteadas, aquele namoro rápido, ganhar conhecimento e voltar pra estante, para ler mesmo (casar) sabe lá Deus quando... Ou colocar (sem dó) na pilha de doação, que um dia de namoro diz tudo (ou não?). Adorei descobrir esse método. Recomendo. Vai nos dando contato e intimidade com a biblioteca... Aliás, como anda a intimidade com a sua biblioteca? Vai dizer que não tem sequer uma estante de livros queridos pra chamar de seus? Duvido que não. Vá a eles, como a um espelho: eles são você. Não gostou do que viu? Vá a um sebo, a uma livraria de rua (da Tarde ou da Travessa, lindas em Pinheiros). Seus livros são você, sua história: vá e reconfigure-se! Não ter livros queridos, não é possível homem! Vergonhoso mulher! Está só na telinha é? Sai dessa! Se dê uma chance, nesse “fim dos tempos” (ne Cantanhede?): aprimore-se! Dessa forma ou de outra qualquer. Quem não se aprimora, ou sequer pensa em fazer isso, olha... Bom, o ano finda. Voou? Pudera, você fez mil coisas! (Duvido que não.) Obrigado obrigado obrigado por acompanhar essas linhas... E que Janeiro nos cure dessa “dezembrite” (ne Ângela?), com paz e amor.
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| Os livros preferidos de 2025. |


























