sábado, 30 de agosto de 2025

SAUDADES... (58)

O Sábado amanheceu lindo na Vila Mariana. Mas logo na primeira hora Alexandre, de Pirassununga, manda a notícia (aqui) da passagem de Luis Fernando Veríssimo... Puxa, como esse escritor foi importante pra mim em 2007, exatamente com os dois livros abaixo...  Se ficasse com a gente uns dias mais, eles já estariam nas estantes que dessa-semana-não-passa(acho que estarão montadas semana que entra), mas ele se foi antes, e os livros ainda estão inacessíveis em caixas de papelão (puxei as capas no gugou, que papelão!)  Veríssimo foi o responsável por eu ter assumido como segundo time de coração... não! de coração não, de pensamento, o Internacional de Porto Alegre. É que o melhor time que vi jogar no Brasil ever foi o Inter de 75/76 (olha esse golaço, aqui), mas nunca dei importância a adotar um segundo time pra chamar de meu, nem Portuguesa, nem Juventus (fui sócio, nadei em suas piscinas, orgulho paulistano rsrs).  Até que em 2007 o fanático Veríssimo, com seus livros incríveis e inspiradores, deu um empurrãozinho: pronto, Colorado! Gremista jamais ne Veríssimo? Saudades... 

Esses livros me marcaram. Luis Fernando Veríssimo (1936-2025)



quarta-feira, 20 de agosto de 2025

LENDO.ORG (74)

Comecei um novo romance. Tem decisões que são sábias. Faz uns 5 anos, decidi sempre estar com um romance em leitura, e assim tem sido. O anterior levou 2 meses, um catatau não se digere rápido. E me surpreendeu, romance brasileiro recente não costuma ter aqueeeela profundidade. Com 500 páginas, fui fundo! rsrs. Mas confesso que no final tava de olhinho espichado pro Ishiguro que comprei na saideira da Livraria do Brooklin. Ah, a paz que o Nobel de 2017 entrega é muito necessária nesses nossos dias cornucópicos. Tem um ritmo suave que acalenta. E logo no começo o personagem dizer: "os do mal são espertos demais para o cidadão honrado", ah ah, me colocou um sorriso na cara. Me lembrou Hesse: "O mal surge sempre lá, onde o amor não alcança". Se aquele Nobel, que adoro, me faz sorrir, esse, de 1946, me faz chorar. Por isso amo Hesse e tudo que me faz chorar... aquele choro feliz, obviamente. O choro de tristeza dispenso. Mas estamos em Agosto. Quando éramos órfãos é o 10º livro de ficção no ano. Dou nota, vai ser difícil decidir qual o romance de 2025... Ah ah ah, se toda decisão fosse molezinha assim... Outra mais complicada é saber quando começar a vestir a carapuça do chato, e sair pregando contra aquelas (!) personificações do mal à nossa volta. O mal é feito por gente má, acho. Mas deixa isso mais pra frente, agora o que importa são os tais metais de terras raras que estão dando o que falar, não na geologia, mas na geopolítica: lantânio, cério, hólmio, neodímio, promécio, disprósio, tem até gadolínio!, listados aqui. Riu? E Ninosdileno, Lucivagno, Oêmio, Frankilândia, Ublaudo, Naziozeno, Éblica, Abistelândio, Franso e Dantchesco? Alguns (a lista é grande, quer?) dos nomes próprios curiosos que conheci pessoalmente, ao longo de 40 anos diligenciando, como muitos sabem, pelas periferias da cidade... Rir sim, pra não chorar com o grafite clicado na passarela do Ibira. Premonitório? 26 tá logo ali...

Cliquei esse grafite no pilar da passarela do Ibira. É, minha gente...


quinta-feira, 7 de agosto de 2025

UM NOVO TEMPO... (10)

Fui dormir meia-noite e cedinho, às 6, desci pra pegar o jornal. Ainda me surpreende (já disse aquiessa tecnologia de papel impresso ... A notícia que me fez dormir feliz já no cantinho da capa, deixa eu ver... opa! Ao lado dela, uma notícia que me deixa indignado.  E outra que me dá esperança... Adepto do Filtrismo (aqui), deveria parar por aí com as notícias...  A da alegria, passa rápido, que futebol hoje comove dez minutos e evapora. A da indignação... como pode um bando de vagabundos ficar causando na mesa do Congresso, pedindo "anistia", em defesa de um desqualificado, desumano e desalmado?  Ah, só mesmo o sprit de corps (chique em francês), aquilo que une iguais. São agradecidos (essa qualidade eles têm) a quem que os colocou no centro do poder, e de lá não vão desatarrachar (é tão bão o que tem de mordomias, é tão bão o que tem de regalos e de soporíferos, que imediatamente esquecem de onde vieram, tudo que prometeram quando pediram votos), se atarracharam na poltrona alta do gabinete e agora pra tirar nas urnas nem a fórceps... Eta Brasil que a gente não supunha, mesmo quando tinha Moral e Cívica e OSPB no ginásio, a gente não supunha que degradaria pra essa avacalhação... Cadê os capazes? Não tem gente decente pra mudar isso pelamordeDeus?!  Cadê os jovens que nos orgulhem e não nos engulhem??  Mas se o mundo todo está se degradando a olhos vistos... Não há rincão (Nepal? Chapada?) que não esteja degradado, vide Israel, caramba!, era o paraíso na terra e hoje é (está) um inferno... por conta de uns desgraçados no poder! Se até o potente e admirado tio Sam degenerou no que está lá, e segue crescendo (Democratas esfarelam!), porque não o Brasilzão?  Ah, o Brasilzão não!, que aqui é trópico tá ligado? É terra do samba e da Bossa Nova, da arte na música e no futebol, da improvisação e da fé no concreto, que aqui é terra do muito-ainda-a-fazer-em-defesa-dessa-gente-sofrida... Mas cadê os capazes? Aí, meio como Álvaro de Campos em Tabacaria, que foi à janela procurar toda a humanidade na sua rua, abro a varanda pra Vila Mariana (que sortudo que sou!), mesmo nessa Paulicéia, mesmo com essa toxidade toda, daria pra viver... mas tem um puta BARULHO em todo canto!  Aí a terceira notícia, a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora (aqui). Uns gato-pingado lutando contra o tsunami de barulho... é um bafejo de esperança.

Um cantinho de notícias na capa do Estadão de hoje.